O Google Earth já é uma ferramenta impressionante para observar nosso planeta e, nesta quinta-feira (15), ficou ainda mais legal graças a uma grande atualização que trouxe o Timelapse para mostrar a passagem do tempo do planeta.

De acordo com Rebecca Moore, diretora do Google Earth, esta nova funcionalidade pode ser descrita como a maior atualização do Google Earth desde 2017. Ele consegue combinar mais de 24 milhões de fotos de satélite, 2 PB de dados e 2 milhões de horas de processamento de CPU para criar uma visualização interativa de 4,4 terapixels mostrando como a Terra mudou de 1984 a 2020.

Embora o Google Earth tivesse uma opção de timelapse simples antes, o novo recurso representa uma grande atualização com a cobertura 3D total de todo o globo. Os usuários podem escolher praticamente qualquer lugar na Terra, alterar os ângulos da câmera e selecionar um ano específico que desejam ver.

Você pode acessar o Timelapse no Google Earth pelo link g.co/Timelapse ou clicando no ícone que se parece um volante de navio. Dentre outros conteúdos que você vai encontrar, estão mais de 200 holofotes e tours guiados para locais específicos como Las Vegas, Kuwait City, e a geleira Columbia, no Alasca. E se isso não for suficiente, o Google enviou mais de 800 vídeos de timelapse adicionais destinados ao uso público, que também podem ser baixados gratuitamente ou visualizados no YouTube.

Aqui está um gif que mostra a criação das Ilhas do Mundo em Dubai. Gif: Google

O objetivo do Google é criar uma maneira poderosa e interativa de ver nosso mundo mudar ao longo do tempo, para que as pessoas tenham uma compreensão mais próxima do tipo de impacto que os humanos e os fenômenos naturais têm em nosso planeta. Afinal, uma coisa é ouvir sobre o encolhimento da floresta tropical ou o derretimento das geleiras, outra completamente diferente é conseguir ver isso acontecendo na frente de seus olhos.

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Um adendo importante: as fotos usadas para este recurso do Google Earth são cortesia da Nasa, do programa Landsat do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS na sigla em inglês) e da iniciativa Copernicus da União Europeia, cujos três satélites (Landsat-8, Sentinel 2a e Sentinel 2b) permitem ao Google obter uma imagem recém-atualizada do mundo a cada 2,5 dias.

Foto: Sam Rutherford

No entanto, embora os satélites dos EUA e da U.E. sejam alguns dos mais sofisticados do mundo, existem alguns limites para o timelapse no Google Earth, especificamente quando se trata de detalhes mais sutis. Em vez de ser como o Street View no Google Maps, o Timelapse foi projetado para mostrar mudanças no nível da paisagem, que se tornam mais fáceis de rastrear em uma escala maior ao longo do tempo. Aliás, para criar os modelos e as imagens compostas vistas no Google Earth, a empresa se uniu ao CREATE Lab da Carnegie Mellon, que projeta os algoritmos que alimentam seu novo recurso de timelapse.

Aqui está outro clipe que mostra o recuo da geleira Columbia no Alasca ao longo dos anos. Gif: Google

 

Daqui para frente, o Google diz que espera atualizar o Timelapse no Google Earth uma vez por ano (ou com mais frequência, se possível). E se o novo recurso não consegue convencer as pessoas de que a mudança climática é real e que os humanos estão tendo um impacto enorme no meio ambiente, não sei o que fará.