Duas equipes de físicos se depararam com uma estranha e nova partícula subatômica que é diferente de tudo que já vimos, e que poderia reescrever as regras da matéria.

Basicamente, cientistas descobriram uma partícula que simplesmente não se encaixa no modelo de física quântica existente hoje em dia.

Pesquisadores da Organização de Pesquisas para Aceleradores de Altas Energias (KEK) no Japão, e do Instituto de Física de Altas Energias (IHEP) na China, estudaram uma partícula originalmente descoberta em 2005, chamada Y(4260).

Como os físicos estão acostumados a fazer, eles colidiram elétrons e pósitrons para criar muitos Y(4260), que existe por apenas 10^-23 segundo antes se desintegrar em diferentes partículas subatômicas.

Mas eles observaram algo estranho: um salto nos dados, de 3,9 gigaelétron-volts, que corresponde a cerca de quatro vezes a massa de um próton. Os dados sugerem que existe um novo tipo de partícula – atualmente conhecida como Z(3900) – feita de quatro quarks.

Quarks são os componentes subatômicos que formam a maior parte da matéria em nosso universo. A maioria das partículas é composta por dois ou três quarks, unidas por forças geradas por partículas pequeninas chamadas glúons.

O novo Z(3900), no entanto, parece ser composto por quatro quarks, ao contrário de qualquer outra partícula já observada.

Há explicações alternativas: por exemplo, duas partículas de dois quarks talvez estejam interagindo tão forte que é impossível distingui-las. O próximo passo, então, é continuar produzindo partículas Z(3900), e estudar como elas decaem.

Se forem realmente feitas de quatro quarks, seu comportamento também deve ser diferente de tudo que já vimos antes, e os físicos terão de mudar a maneira como pensam sobre a matéria. [Physical Review Letters via Wired]

Imagem por SolarSeven/Shutterstock