Nesta terça-feira (4), a Comissão de Táxis e Limousines (TLC, na sigla em inglês) da cidade de Nova York aprovou medidas para estabelecer uma espécie de salário mínimo para serviços de carona via aplicativo, como Uber, Lyft e Juno. A nova estrutura de pagamento deve começar a valer no começo do ano que vem.

O piso salarial bruto será de US$ 26,51 por hora (estimando o líquido em US$ 17,22 por horas, ao subtrair as despesas). O valor foi definido após “evidências crescentes de queda nos pagamentos aos motoristas” que foram confirmadas por um estudo de mão-de-obra encomendado pela TLC, que concluiu que 85% dos motoristas da cidade estavam ganhando menos do que o salário mínimo local de US$ 15 por hora.

O novo piso salarial aumentará, em média, o salário do motorista em US$ 9.600 por ano.

Grupos de defesa independentes como o Independent Drivers Guild e o Amalgamated Transit Union comemoraram a mudança. “Todos os trabalhadores merecem a proteção de um salário justo e razoável, e estamos orgulhosos de conseguir uma nova definição para os direitos dos trabalhadores na América”, escreveu Jim Conigliaro Jr., fundador do Independent Drivers Guild, em um comunicado.

O New York Taxi Workers Alliance escreveu que a nova lei é a “primeira tentativa real de impedir que aplicativos façam cortes nos pagamentos dos motoristas, que tem sido prática comercial adotada pela Uber e Lyft no centro dos salários baixos”.

As empresas, por sua vez, foram bem menos otimistas.

Tanto Lyft quanto Uber, em comunicados enviados ao Gizmodo, disseram que acreditam que motoristas devem ser capazes de ganhar salários dignos. A Uber, no entanto, alertou que a lei “causará aumentos de tarifa mais altos que o necessário”, enquanto o Lyft afirmou que “as regras de pagamento propostas pelo TLC vão enfraquecer a competição ao permitir que determinadas empresas paguem aos motoristas salários menores, além de desincentivar motoristas a fazerem corridas para e a partir de áreas foras de Manhattan”.

Essa vitória para os motoristas de aplicativos acontece alguns meses depois que o Conselho Municipal de Nova York concordou em suspender as novas licenças de operação por 12 meses, na esperança de limitar o congestionamento rodoviário causado pelos serviços.