No ano passado, a HTC apostou em canalizar seus recursos em um único smartphone de destaque. Essa aposta era o One, um dispositivo sensacional com Android. Seu sucessor, o Novo HTC One, ficou maior para deixá-lo melhor.

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Design

A nova tela Super LCD 3 de 5 polegadas, com resolução Full-HD e 441 ppi, é levemente maior que as 4,7″ do modelo anterior. Ela vai de borda a borda, e é envolta por um corpo unibody muito elegante de metal; se antes havia plástico nas bordas, aqui temos metal por todo canto. Ele estará disponível em três cores: cinza, ouro e prata.

A versão cinza, que testamos em um breve hands-on, definitivamente dá uma sensação mais high-end a ele; e apesar de sua tela maior, ele não parece desajeitado, graças aos 9,35 mm de espessura – algo que não aumentou. São 160g.

Em geral, um celular feito todo em metal pode sofrer com problemas de recepção de sinal. A HTC diz, no entanto, que o novo One foi projetado com várias antenas, então seu design não deve prejudicar a intensidade do sinal. Ele funcionou bem em uma demonstração, mas resta ver como ele funciona em mais testes.

Câmera

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Além do design, a melhoria mais notável vem na Duo Camera. Há um sensor de 4 Ultrapixels, projetados para capturar mais luz que pixels comuns – por isso funcionam melhor em ambientes pouco iluminados. Mas também temos uma câmera menor que não tira fotos: ela captura informações de profundidade, assim como o seu olho, para manter um foco superrápido no que você está fotografando.

Ela troca a estabilização óptica de imagem (presente no HTC One anterior) por uma estabilização automática baseada em software. Com a Duo Camera, as imagens ficam menos tremidas sem diminuir a qualidade (se tudo funcionar como prometido).

Também há um Smart Flash 2.0, que ajusta o brilho do flash em cada foto, e desta vez inclui dois tons para que as cores na foto não fiquem “estouradas” nem desbotadas. E há uma câmera frontal de 5MP com lente f/2.0, que captura mais luz e permite selfies de alta qualidade.

A HTC também deixou a interface da câmera muito mais simples, limpa e melhor. Há botões para capturar vídeo ou foto, ou acessar outras configurações. Toque uma vez para tirar uma foto, ou segure o botão para ativar o modo burst. Você também pode mudar o foco da imagem após capturá-la, tocando em diferentes áreas na imagem. Outros dispositivos Android oferecem esses recursos, mas a HTC os torna fáceis de encontrar.

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Software

O novo HTC One roda Android 4.4 com skin Sense 6.0. A interface é tão simples e limpa, o oposto da Samsung TouchWiz. A Sense 6.0 fica perto o bastante do Android padrão, e em nosso breve hands-on, nunca me atrapalhou enquanto eu usava o aparelho. A tela inicial funciona como no Android padrão, mas o Blinkfeed ganhou uma tela própria, reunindo notícias e postagens de redes sociais.

Usar tudo isso também ficou muito mais fácil, graças a um novo conjunto de gestos. Eles são chamados de Motion Launch, e parecem ser mais do que truques inúteis. Por exemplo, você pode tocar duas vezes na tela para ativar a tela – um recurso adotado há tempos pela Nokia, e algo que nem sempre funciona direito nos aparelhos da LG. Em nosso teste, tudo funcionou bem.

Além disso, quando o One está com a tela desligada, você pode deslizar para a esquerda e ir para a tela inicial, ou deslizar para a direita e ir para o BlinkFeed. Você também pode deslizar para cima e voltar ao último app que você estava usando; ou deslizar para baixo para fazer uma chamada.

Também é possível inclinar o aparelho de lado e apertar o botão de volume para ativar a câmera, o que é meio estranho. Esse tipo de funcionalidade é geralmente algo ótimo na teoria, mas muito ruim na prática. No entanto, no novo One, eles funcionavam direitinho em nosso teste.

Especificações

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Por dentro, temos um processador quad-core Qualcomm Snapdragon 801 de 2,3 GHz (2,5 GHz na versão asiática), 2GB de RAM, e versões de 16GB ou 32GB com entrada para cartão microSD. O novo HTC One também tem suporte a NFC, Bluetooth 4.0, é compatível com DLNA, e funciona como controle remoto por infravermelho.

A bateria também cresceu para 2.600 mAh, mas a HTC diz que o novo One tem alguns recursos para economizar energia. A empresa promete um dia com uma só carga. Mas se você chegar a 10%, pode colocá-lo em modo de economia e conseguir algum tempo extra. Neste modo, você ainda pode fazer e receber chamadas, baixar e-mails manualmente e enviar mensagens de texto. Só faltou carregamento Qi sem fio…

O dispositivo está disponível hoje nos EUA, mas não virá oficialmente ao Brasil – a HTC não tem mais escritório no país. Em nosso breve teste, o HTC One parece ser um celular maravilhoso, com boas especificações e funcionalidades, um sucessor digno de um dos ótimos smartphones do ano passado. [HTC One (M8)]

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Atualizado às 14h16