Apesar da admirável engenharia e do design hiperestilizado, a categoria de laptops ultrafinos (Dell Adamo, Voodoo Envy, MacBook Air) não atrai muito, basicamente porque os produtos que se encaixam nela são ridiculamente caros. Mas no mês que vem uma nova leva de notebooks finos deve chegar ao mercado, disse a Intel ao “New York Times”.

Esses novos laptops seriam mais grossos do que os ultrafinos, mas ainda teriam menos de 1 polegada (2,54 cm); teriam processadores mais lentos, mas não tanto quanto o Atom; seriam leves, mas não peso-pena. Com isso, eles seriam vendidos por menos da metade do preço dos primos ultrafinos, talvez custando até abaixo de US$ 600.

Não seria uma categoria revolucionária, mas seria atraente. Os laptops ultrafinos já são cheios de comprometimentos – falta de drive óptico, por exemplo –, tudo para atingir o menor peso e a mais fina espessura possíveis. Ao reequilibrar essa fórmula, como prevê a Intel, a nova categoria será muito bem-vinda.

[Emerson Kimura: A matéria do “NYT” destaca três fatores que podem ajudar na fabricação de laptops finos e baratos: maior aceitação do público a chips de baixa voltagem (low-voltage), queda do custo de telas com backlight de LED e suposto avanço na tecnologia das baterias.] [NYT]