Não deve ser novidade para você que muitas coisas que compramos são feitas na China. Para aguentar a enorme demanda de George Foreman Grills, Juicers Walita, cintas elásticas e outras maravilhas da sociedade moderna, o navio porta-contêineres Emma Mærsk faz viagens entre China e América em quatro dias a menos que navios semelhantes no mesmo trajeto.

Ah, e eu já disse que o Emma Mærsk é o maior navio porta-contêineres do mundo? (Enquanto isso, o Brasil fabricou seu primeiro navio porta-contêineres só este ano…) Com quase 400m de extensão, o Emma Mærsk pesa 170.970 toneladas e leva 15.000 contêineres com 6,1m de comprimento. Para levar esta embarcação colossal a uma velocidade de 57km/h ou 31 nós (em vez dos 18-20 nós de outros navios), ele precisa de mais que um reles reator nuclear – ele precisa do motor a diesel Wärtsilä-Sulzer RTA96-C com 110.500 cavalos-vapor, 13,4m de altura e 27,4m de comprimento.

O motor RTA96-C de 14 cilindros e dois pistões dentro do Emma Mærsk pesa mais de 2.300 toneladas e opera a uma velocidade relativamente limitada de 102 rotações por minuto. Ao contrário de motores a diesel tradicionais, o RTA96-C não tem um eixo-comando de válvulas, nem correntes de transmissão, bombas de injeção ou cilindros hidráulicos – em vez disso, conta com a tecnologia CRDI (injeção direta por bombas em comum, na sigla em inglês). A tecnologia CRDI (ou common-rail) usa um conjunto de bombas em alta pressão para fornecer combustível a várias solenoides ao mesmo tempo, em vez de contar com bombas alimentando injetores. Isto permite que o motor tenha melhor desempenho com menos rotações, e asism consuma menos combustível. Mesmo com estes ganhos de eficiência, o RTA96-C ainda injeta até 160g de diesel em cada pistão para cada ciclo.

Com 25 unidades já em atividade e mais 86 encomendados, estes motores irão levar a globalização através dos mares.

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