O programa que nos permite afinar cinturas, alterar tons de pele e nos fazer participar de desastres, entre outras bizarrices, completa 25 anos nesta quinta-feira (19). Considerado um dos melhores editores de imagem no mercado, a importância dele é tanta que — assim como fizemos anos depois com o Google — criamos um verbo próprio para identificar imagens manipuladas: photoshopar. Para celebrar a ocasião, a Adobe estreia a campanha “Dream On”, com um vídeo que expõe o poder da ferramenta e trabalhos famosos — como os filmes Shrek Senhor dos Anéis — que fizeram uso dela.

A empresa divulgou ainda uma linha do tempo da história do software com datas marcantes, como em 2001, quando aquela famosa imagem de um tubarão branco saltando muito próximo a um helicóptero começou a viralizar. Uma postagem no blog da Adobe celebra os 25 anos do Photoshop e as possibilidades que se abrem no futuro:

É com muito prazer, no aniversário de 25 anos do Photoshop, que olhamos para o passado mais simples, do mundo pré-milenial em que ele nasceu, não para celebrar o que passou, mas para reconhecer a transformação incrível que o nosso mundo percorreu em tão pouco tempo. Datas como essas nos lembram o que é possível fazer quando arte e imaginação se unem à tecnologia, tornando reais os nossos sonhos.

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O software traz até hoje ferramentas que foram apresentadas em sua primeira versão, como a varinha mágica, usada para seleção, e o carimbo, usado para “clonar” imagens. “São ferramentas muito familiares que pessoas usam até hoje.” Disse Stephen Nielson, gerente de produto, em entrevista para a VentureBeat. “As camadas não existiam na primeira versão, assim como texto e vetores. Muitas melhorias foram feitas com o decorrer dos anos”, disse. Confira no vídeo abaixo como era a primeira versão do Photoshop:

Nielson afirma que, apesar de não deixarem de construir funções que ainda não existem, a equipe está mais focada em tornar as usuários mais produtivos. O grande número de ferramentas disponibilizadas pelo software é, ao mesmo tempo, um ponto forte e um ponto fraco para o Photoshop. “As pessoas amam o Photoshop porque ele permite que elas façam qualquer coisa, mas existem momentos que você talvez diga ‘Eu só preciso de algumas destas ferramentas para completar meu trabalho’ e o restante delas acaba ‘ficando no meio do caminho’. Pode ser um incômodo”, diz.

Nos últimos anos, o Photoshop se tornou alvo de um debate sobre os padrões de beleza impostos pela mídia, impossíveis de alcançar, uma vez que a grande maioria das imagens impressas nas revistas é manipulada até não fazer mais parte da nossa realidade. Imagens sem tratamento da cantora Beyoncé, por exemplo, foram divulgadas esta semana e, apesar de não serem tão chocantes como algumas outras imagens photoshopadas, serve de lembrete que nem tudo o que é divulgado pela mídia condiz com a realidade. Mas Nielson diz que a ferramenta não tem culpa. “O Photoshop não é bom ou ruim. Ele pode ser usado para o bem ou para o mal […] Existe uma discussão recente sobre ‘photoshopar’ e a manipulação do corpo em imagens. Certamente não é algo que condenamos ou promovemos.”

No Brasil, polêmicas envolvendo celebridades e o Photoshop não são nenhuma novidade. Ano passado a cantora Preta Gil repudiou uma revista que clareou o tom de pele dela na foto de capa, e em 2013, uma campanha de uma loja de roupas a deixou com ombros estranhos o suficiente para virar meme na internet.

O Photoshop teve 18 versões nestes 25 anos, sendo a última o CC 2014, parte do Creative Suit da Adobe, disponível para compra em planos a partir de R$44,00 por mês. Saiba mais no site oficial. [VentureBeat, Adobe]

Imagens via Adobe