Um dos aspectos mais marcantes da evolução dos smartphones é a miniaturização. Em uma peça de plástico, metal e/ou vidro, fina e relativamente pequena, as fabricantes colocam todos os componentes necessários para que o aparelho funcione — e funcione bem! Como isso é possível? Graças a três letrinhas: SoC.

SoC é a abreviação de System-on-a-Chip e designa um circuito integrado que conta com o maior número possível de componentes ou outros sistemas eletrônicos, tudo em uma única peça física. Um SoC contempla processador, vários tipos de memória, GPU (gráficos) e diversos padrões de conectividade — Wi-Fi, GPS, rádios para telefonia móvel, Bluetooth.

Nos smartphones, a maioria dos SoC se baseia em processadores ARM ou variações — como é o caso dos Snapdragon, da Qualcomm. Orientada para smartphones, tablets e smartbooks, a família Snapdragon é uma verdadeira plataforma com vantagens que saltam à vista, como decodificação de vídeo em alta definição por hardwre, e a GPU Adreno, desenvolvida pela própria Qualcomm.

Esse amontoado de recursos, em tamanhos impossivelmente pequenos, permite a criação de aparelhos finos e leves. O baixo consumo energético de processadores ARM e processos de fabricação otimizados, em 28 nm, também ajudam na economia de energia e a manter a temperatura baixa.

O SoC da Qualcomm mais avançado já disponível no mercado é o Snapdragon S4 Pro. Ele conta com uma CPU quad-core Krait rodando a até 1,7 GHz, GPU Adreno 320 e pode ser encontrado em alguns aparelhos topo de linha, como LG Optimus G, LG Nexus 4, Sony Xperia Z, HTC Droid DNA e ZTE Grand Z.