Na E3 2011 que aconteceu semana passada, o OnLive foi demonstrado rodando no iPad 2. Francamente, não consigo imaginar uma relação simbiótica mais benéfica para ambas as partes.

O OnLive, anunciado há alguns anos e crescendo lentamente nos EUA, é um sistema de games por streaming. Todo o processamento dos seus jogos é feito remotamente, de modo que qualquer máquina com uma tela e uma placa de rede consegue exibir jogos de última geração. (Eu escrevi sobre ele, talvez empolgadamente demais, no Continue.)

Mas o OnLive precisa ser usado em um computador, ou em uma TV com um pequeno adaptador. Dois dispositivos que podem ser usados para jogar de modo melhor, sem sofrer o pequeno lag do streaming, com apenas um pouco mais de investimento.

O iPad, por outro lado, é uma máquina com uma tela incrível, um gadget onipresente na vida de quem o tem, e que, sim, também muito usado para jogos – mas jogos diferentes. Este é o triunfo que o OnLive tem nessa plataforma. O iPad está cheio de jogos bacanas, mas você nunca vai jogar um Assassin’s Creed de verdade nele. Não há processamento. Mesmo se houvesse, não haveria botões.

Com o OnLive ligado ao iPad em uma rede Wi-Fi, o iPad vira literalmente um console de última geração. Com botões, e com os mesmos jogos. O iPad é a interface perfeita para o OnLive, que por sua vez é solução perfeita para games tradicionais em um tablet.

O problema? A qualidade da experiência com o OnLive depende da proximidade física com os seus servidores. Que ficam todos nos EUA. Longe do Brasil. É, a vida não é fácil. [Macstories]