O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) expandiu a lista de condições que pode deixar as pessoas mais vulneráveis a sofrer de formas mais graves de COVID-19. As novas diretrizes, publicadas nesta quinta-feira (25), reforçam algumas das comorbidades que especialistas já indicavam como fatores de risco e adicionam detalhes.

O órgão americano (considerado equivalente à Anvisa no Brasil) destaca que pessoas com condições crônicas, doenças renais e anemia falciforme são mais propensas a desenvolver um caso grave de doença causada pelo novo coronavírus, além de outras considerações como a idade.

Anteriormente, a orientação dos CDC sobre riscos graves de COVID-19 se concentrava em grande parte em idosos, que de fato têm um risco maior de doenças que ameaçam a vida, hospitalização e morte por causa do coronavírus.

No entanto, pessoas de qualquer idade podem contrair o coronavírus e ficar gravemente doentes ou morrer, especialmente se tiverem outras condições de saúde subjacentes. As novas diretrizes do CDC pretendem refletir esses riscos adicionais, com base no nível de evidência que temos para seu papel na gravidade da doença.

No topo da lista estão as condições para as quais existem fortes evidências de aumentar o risco de formas graves de COVID-19. Estas incluem doenças cardíacas graves, como insuficiência cardíaca prévia; doença renal crônica; doença pulmonar obstrutiva crônica; obesidade; e diabetes tipo 2.

A seguir estão as condições e situações em que há provas mistas de que podem piorar o COVID-19. Incluem asma; hipertensão arterial; gravidez; tabagismo; e uso de drogas que suprimem o sistema imunológico.

Finalmente, há condições em que existem algumas evidências limitadas de que elas afetam a gravidade do COVID-19. Estas incluem o HIV; diabetes tipo 1; doenças hepáticas; e a talassemia do distúrbio sanguíneo herdado.

Algumas dessas condições já haviam sido mencionadas publicamente pelos CDC como potenciais fatores de risco para uma pessoa com coronavírus. Mas esta parece ser a primeira vez que a agência estabeleceu estas condições pelo nível de evidências científicas disponíveis.

Condições adicionais incluem ser um receptor de transplante de órgãos sólidos, e entre as crianças, nascer com certas condições metabólicas e ter condições neurológicas.

Anteriormente, o CDC dizia que as pessoas com “obesidade severa”, ou seja, com um índice de massa corporal maior que 40, corriam um risco maior de COVID-19 severa. A atualização de hoje reduz esse limiar para incluir pessoas com obesidade, significando um índice de massa corporal maior do que 30.

A idade avançada continua sendo um fator importante para a gravidade do COVID-19, um fator que aumentaria ainda mais o risco para as pessoas com essas condições médicas. Mas existem amplas faixas da população que ainda são vulneráveis ao COVID-19, mesmo que sejam relativamente jovens. Estima-se que 13% dos americanos entre 45 e 64 anos de idade, por exemplo, têm diabetes tipo 2. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 13 milhões vivem com algum tipo de diabetes no Brasil.