Em 1996, a ovelha Dolly ganhou as manchetes por ser o primeiro mamífero clonado de uma célula adulta. Ela foi abatida em 2002. Só que a Dolly ainda está viva hoje. Há alguns anos, um cientista fez quatro cópias dela, em segredo.

Por volta de 2006, o professor Keith Campbell da Universidade de Nottingham descongelou o tecido de glândula mamária usado para fazer a Dolly original e clonou quatro cópias perfeitas. A existência das Dollies foi mantida relativamente em segredo, até Campbell mencioná-las em uma palestra recente sobre clonagem e bem-estar de animais no Parlamento Europeu. Foi uma bomba animal.

"Dolly está viva e bem", disse Cambpell, que mantém as ovelhas como animais de estimação no campus da universidade. "Geneticamente, estas são a Dolly."

Na verdade, elas podem ser até melhores que a Dolly. O clone original sofria de doença no pulmão e artrite e teve que ser abatida com seis anos. As novas Dollies, todas mais ou menos com quatro anos, não tiveram problemas de saúde detectados e nem mostram sinais de que vão desenvolver a artrite que atacou sua predecessora idêntica. O processo de clonagem foi mais fácil desta vez, também: a Dolly original foi a única sobrevivente de 277 embriões, enquanto cada uma das novas Dollies veio de um grupo de apenas cinco embriões. Progresso! E, como também gosto de transparência, acho que agora é um bom momento para mencionar: criei um exército de clones da Dolly para dominar Brasília. Cuidado, políticos! Estou chegando. [Daily Mail]