Como um monte de empresas, o Facebook divulgou seus resultados financeiros nesta semana, e a situação continua boa. A companhia aumentou suas receitas e seu lucro na comparação entre o último trimestre de 2019 e o de 2018. A companhia parece ser à prova de qualquer polêmica, seja envolvendo privacidade ou possível interferência eleitoral.

Fora isso, durante chamada com investidores, a companhia falou que vê o sistema de pagamentos como uma nova fonte de receita. Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, disse inclusive que neste ano o WhatsApp Payments, plataforma de pagamentos do app de mensagens, sairia do papel. Ele ainda acrescentou que o Brasil estaria entre os primeiros países.

Aqui exatamente o que o homem disse, segundo a cobertura do pessoal do Mobile Time:

Nós estamos trabalhando com o WhatsApp Payments há algum tempo. Em 2018 começamos um teste com 1 milhão de pessoas. Agora estamos esperando lançar a tecnologia em diversos países nos próximos seis meses. Vamos focar em diversas localidades onde o WhatsApp é mais forte: países como Índia, México, Brasil e Indonésia.

O Facebook testa um sistema de pagamento ponto a ponto via WhatsApp na Índia há um tempão, mas não houve expansão para outras localidades. De acordo com a empresa, a solução a ser implementada será integrada ao Facebook Pay, plataforma de pagamentos apresentada no ano passado e que funciona apenas nos Estados Unidos.

Na Índia, onde funciona para um número limitado de usuários, o WhatsApp Payments está integrado à entidade bancária local, possibilitando transferência de dinheiro para bancos ou mesmo para outras pessoas. Este processo é simples como enviar uma foto ou um vídeo: é necessário apenas escolher uma quantia e escolher um contato. Posteriormente, a plataforma possibilitou pagamentos em estabelecimentos via QR Code, da mesma forma que algumas carteiras digitais estão fazendo no Brasil, como MercadoPago, Iti, iFood, PicPay, entre outras.

Falando especificamente do Brasil, em tese, o Facebook não deve ter muitos problemas para implementar isso por aqui. O Banco Central do Brasil já há um tempo vem regulamentando pagamentos instantâneos, o que, por sua vez, deve reduzir ou acabar de vez com as taxas de transferências bancárias. Então, parece ser mais uma questão de tempo e adaptação do produto para o mercado local.

Fora esse sistema de pagamentos, o Facebook também parece estar empenhado em faturar uma grana pelas conexões que a companhia promove em suas redes. A empresa tem cada vez mais criado formas de construir uma infraestrutura para que empresas possam lidar com compras e vendas feitas em suas plataformas.

Aqui no Brasil, por exemplo, a rede já permite que contas WhatsApp Business tenham uma espécie de vitrine de produtos; o Instagram também em breve deve ter funções ainda mais avançadas para facilitar a compra de itens. Por ora, o Facebook não cobra por estes serviços, mas nada impede que ele faça isso e ganhe ainda mais dinheiro, né?