Algo está adoecendo e matando pássaros selvagens em vários estados dos Estados Unidos, e ninguém sabe a causa. Desde maio, especialistas em vida selvagem e autoridades relataram mortes inexplicáveis ​​em toda a metade do país. Até agora, a única coisa clara é que os óbitos não estão sendo causados ​​por agentes comuns, como a salmonela.

De acordo com o US Geological Survey (USGS), os primeiros relatórios surgiram no final de maio a partir de manipuladores de animais selvagens em Maryland, Virgínia, Oeste da Virginia e Kentucky, bem como em Washington. Desde então, chegaram relatos semelhantes de Delaware, Nova Jersey, Pensilvânia, Ohio e Indiana. As notificações envolveram pássaros canoros (geralmente jovens) encontrados com olhos inchados e/ou com secreção crostosa, muitas vezes deixando-os cegos. 

As aves também tendem a ter sintomas neurológicos que dificultam o voo, como tontura e letargia. “Recebemos 300 pássaros até agora. Mas esses são apenas os pássaros mortos; o total real é muito maior”, disse Chelsea Jones, porta-voz da Animal Welfare League de Arlington, Virgínia, ao Live Science

Entre as aves afetadas estão gaios azuis, estorninhos europeus, quiscalus comuns, robins americanos, pardais domésticos, pássaros azuis orientais e pica-paus de barriga vermelha. Contudo, a lista deve abranger mais espécies que os cientistas ainda não identificaram.

No momento, os especialistas parecem não ter nenhuma explicação. Os testes não encontraram nos pássaros mortos a presença de bactérias Salmonella e clamídia, nem de vírus como o Nilo Ocidental ou da gripe aviária, nem outros parasitas como tricomonas.

“O que é especialmente desafiador sobre isso é que [o fenômeno] não está localizado em uma área geográfica específica, nem atinge uma espécie de pássaro em particular”, disse Lisa Murphy, professora associada de toxicologia na Escola de Medicina Veterinária da Universidade da Pensilvânia, à NPR na semana passada.

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Embora a causa desta “pandemia de pássaro” permaneça desconhecida até agora, as pessoas e as aves domésticas não parecem estar em perigo. Mas existem ações que os amantes de pássaros podem tomar para ajudar a minimizar sua disseminação potencial. Agências como o USGS pediram que os cidadãos nas áreas afetadas parem de alimentar aves selvagens, enquanto as pessoas com comedouros para pássaros limpem os recipientes com água misturada com alvejante. O ideal, se possível, é remover os comedouros por completo, pois eles podem servir como locais para os pássaros se aglomerarem.

Além disso, as agências recomendam que, ao se aproximar de um pássaro morto, o cidadão esteja de luvas. Também é fundamental deixar animais de estimação e outras aves dentro de casa, e não tanto ao ar livre.