A Pentax é uma empresa clássica em fotografia, então por que não dar a eles uma chance de criar uma câmera que parece retrô? Bem… a MX-1 parece um pouquinho atrasada para essa festa.

Nós não temos necessariamente nada contra o design do corpo em bronze da Pentax MX-1, e esta point-and-shoot de US$ 500 tem algumas características inegavelmente bacanas.

Nós amamos que ela tenha uma lente f/1.8 super-rápida e alguns controles manuais semelhantes aos botões giratórios de DSLRs, como modos de prioridade de abertura ou de obturador. E o design clássico do painel superior com o botão giratório para compensar a exposição é um belo toque, assim como a tela LCD articulada de 3″ com 921.000 pontos.

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Só que, quanto mais de perto olhamos para as especificações da câmera, como um sensor CMOS retroiluminado de 12,1 megapixels, mais começamos a perceber que ela oferece muito menos do que câmeras point-and-shoot manualmente controláveis de outras empresas. E elas fazem câmeras assim há anos, na mesma faixa de preço que a Pentax MX-1.

É o seguinte: nas câmeras da Fujifilm com estilo retrô, há algo que parece bastante novo. Por exemplo, a empresa anunciou a atualização de suas câmeras retrô – a X100S e a X20 – exatamente com o mesmo design retrô da geração anterior. E isso não foi um problema, porque elas trazem novas tecnologias de imagem bem bacanas.

Mas o que há de novo na MX-1? Se a resposta a essa pergunta é “só o design”, a Pentax está vendendo algo que não interessa tanto – já há câmeras melhores no mercado por US$ 500. A MX-1 chega aos EUA em fevereiro. Nós testaremos a câmera para informar mais detalhes sobre ela. [Pentax]

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