Ficamos sabendo há alguns dias que a NASA está se preparando para se comunicar com alienígenas. Não significa que descobrimos vida inteligente fora da Terra, mas precisamos saber desde já como agir nesse cenário. Da mesma forma, o Pentágono possui um documento de 30 páginas detalhando como eles iriam reagir a um apocalipse zumbi.

A proposta do documento CONOP 8888 é “preservar humanos ‘não-zumbis’ das ameaças impostas por uma horda zumbi… para preservar a santidade da vida humana”. Por trás dessa ideia absurda, há algo bastante sério.



O documento já começa dizendo: “este plano não foi concebido como uma piada”. É que membros do comando estratégico americano descobriram que esta é uma ferramenta de treinamento bastante útil. Primeiro, ninguém acharia que este é um plano real do Pentágono. E em segundo lugar, ele é bem divertido:

Como o plano era bem ridículo, nossos estudantes não só gostaram das lições: eles conseguiram explorar conceitos básicos no desenvolvimento de planos e ordens (fatos, pressupostos, tarefas específicas e implícitas, referências etc.) de forma bem eficaz… Se você suspender a realidade por alguns minutos, este tipo de treinamento pode tornar um assunto árido e monótono em algo bem divertido.

O CONOP 8888 tem data de abril de 2011. Ele não é secreto, mas só pode ser acessado através do Intelink, rede de intranets americana; ele foi divulgado inicialmente pela Foreign Policy.

No caso de um apocalipse zumbi, haveria uma força de defesa para monitorar o ambiente e possíveis ameaças – é o ZOMBIECONS ou Z-CONS. E, claro, as forças militares estariam livres para combater os zumbis, seja armando armadilhas ou matando.

A melhor parte do documento talvez seja a parte que descreve os tipos de zumbi:

  • zumbis patogênicos: “criados depois que um organismo é infectado por um vírus ou bactéria ou outra forma de contágio”;
  • zumbis radiativos: surgem após uma dose extrema de radiação;
  • zumbis de magia negra: formas de vida criadas ao lidar com forças ocultas;
  • zumbis espaciais: eles vieram do espaço, ou substâncias extraterrestres contaminaram humanos;
  • zumbis como arma biológica: criados em laboratório usando bioengenharia para se tornarem armas;
  • zumbis simbióticos: uma forma de vida invade o corpo de um humano e o transforma em morto-vivo;
  • zumbis vegetarianos: como em Plants vs. Zombies;
  • galinhas zumbis: elas existem! Este artigo da Associated Press conta que, em 2006, galinhas eram mortas por eutanásia na Califórnia quando não conseguiam mais botar ovos. Elas eram colocadas em uma caixa com monóxido de carbono, sufocadas e depois enterradas em pilhas de serragem. Só que, quando isso não era feito adequadamente, a galinha “voltava à vida” e se desenterrava, para então morrer de vez.

Então eles entram nos detalhes técnicos do plano, para identificar a ameaça zumbi, contê-la e restaurar a ordem no mundo. Você pode conferir tudo no documento abaixo – e, quem sabe, já ir se preparando para um Walking Dead da vida real. [Foreign Policy via Business Insider]

Foto por Gage Skidmore/Flickr