Neil Young é músico há 45 anos e já lançou mais de 35 álbuns. Ele é um grande defensor do áudio de alta resolução, ou HRA, formato digital que promete qualidade superior à de CDs.

Para fazer avançar o HRA, Neil Young criou um player de música chamado Pono. E a partir de 15 de março, você poderá adquiri-lo em pré-venda no Kickstarter – ele custará US$ 400.

Este player triangular promete oferecer “música digital com a qualidade da original feita no estúdio, na mais alta fidelidade de áudio possível”, segundo a PonoMusic. Resta ver se ele cumpre a promessa, e se há demanda para tanto, mas é bacana que o roqueiro canadense esteja apoiando com força esta ideia.

Na verdade, Neil Young apresentou um protótipo do Pono há mais de dois anos, só que o produto ainda não se tornou realidade. Mas agora que o HRA receberá forte apoio de um grupo de empresas – incluindo a Sony e grandes gravadoras – ele tem mais chances de vingar.

neil young pono

O leitor de música tem 128 GB de memória, podendo “armazenar de 100 a 500 álbuns de música digital de alta resolução”; você poderá expandir isso com um cartão de memória. Também há uma touchscreen LCD e botões físicos. Ah, sim: o dispositivo não tem proteção DRM de direitos autorais.

Ele foi projetado para funcionar com o serviço PonoMusic.com, que vai oferecer músicas de alta resolução “tanto de grandes gravadoras como de empresas independentes”. Eles ainda não confirmaram as gravadoras cujo catálogo estará disponível no lançamento; mas dado que Warner Music Group, Universal Music Group e Sony Music apoiam o padrão HRA, elas podem estar na lista.

Mas afinal, o que é áudio de alta resolução? Como explicamos antes, é um formato que possui qualidade superior aos tradicionais 44.1 kHz/16-bit de um CD. É uma resposta aos fones de ouvido e arquivos MP3 de baixa qualidade. Neil Young defende que o certo é voltar à fonte da música – o arquivo feito no estúdio de gravação – e fornecê-la em HRA.

No entanto, há quem discorde: o especialista Monty Montgomery diz que o HRA é “uma solução para um problema que não existe, um modelo de negócios baseado em ignorância intencional e enganação das pessoas”. Segundo ele, estudos científicos não encontraram nenhuma diferença audível entre formatos 16-bit/48kHz e 24-bit/192kHz.

Em 2014, o mundo precisa de um gadget que só toca música? A ver. Mas para alguns audiófilos, pode valer a pena. Você está convencido? [Computer Audiophile via Pitchfork via Verge]