Quatro anos após as primeiras denúncias de assédio sexual, o caso de Kevin Spacey ainda ganha novos capítulos. Um árbitro ordenou que o ator e suas empresas devem pagar cerca de US$ 31 milhões (em torno de R$ 170 mi) à MRC, a produtora de House of Cards.

O motivo é a quebra de contrato quanto à violação da política de assédio sexual da empresa. O ator, que interpretou o protagonista da série da Netflix, foi suspenso após denúncias de abuso contra funcionários da produção.

Em novembro de 2017, a CNN relatou que Spacey havia criado um ambiente “tóxico” ao fazer comentários grosseiros e tocar sem consentimento jovens funcionários do sexo masculino.

Os produtores acabaram rescindindo o contrato de Spacey, e seu personagem, Frank Underwood, foi excluído do programa. Na época, a produtora precisou interromper a sexta temporada, reescrever para cortar o personagem de Spacey e encurtar o número de episódios por conta do prazo de entrega.

O famoso e suas empresas, M. Profitt Productions e Trigger Street Productions, foram condenados a pagar US$ 29,5 milhões em danos, mais US$ 1,2 milhão em honorários advocatícios e US $ 235 mil em custos.

De acordo com o último arquivamento, em uma decisão de 19 de outubro, o árbitro concluiu que Spacey violou repetidamente as obrigações contratuais de fornecer serviços “de maneira profissional” e “consistente com as orientações, práticas e políticas razoáveis ​​[do MRC]”, incluindo políticas anti-assédio.