Pela mesma razão que faz os americanos serem os melhores no futebol americano, nós não temos pilotos tão bons na Fórmula 1. Não é por que nos falte algum elemento crucial de nossa fisiologia ou personalidade, mas assim como aqui meninos de oito anos são empurrados para o futebol, garotos europeus e sulamericanos são inscritos em escolinha de kart e selecionados para categorias monopostos ainda bem jovens. Com a exceção de Scott Speed e poucos mais, é raro um americano ser enviado para algo como a Fórmula Renault.

Já que não há americanos por quem torcer e pouco apoio das montadoras americanas, a transmissão de corridas de F1 continua a diminuir, substituída pela programação da NASCAR. E  já que a F1 não está na televisão, enquanto o drifting faz sucesso no cinema, garotos querem se tornar drifters ou pilotos de rally como Ken Block, Travis Pastrana ou Vaugh Glitten Jr. Isso deixa sobrar ainda menos talentos americanos para a F1. Estamos presos em uma espiral onde a F1 continua a perder importãncia e séries como o WRC (Word Rally Circuit) ou o Rally America (com menos custos de entrada para companhias americanas) começam a substituí-la.



Talvez um time americano de F1 ajude nisso. Talvez. Ou talvez eles possam sugerir circuitos onde os carros de F1 virem em uma única direção.

por Matt Hardigree