Um jovem de 26 anos foi condenado a dez anos de prisão em Bangladesh por um post que fez no Facebook em 2017. Abdul Mukit foi acusado de disseminar informações falsas sobre o partido que estava no poder do país asiático, a Liga Awami.

De acordo com o Rajshahi Cyber ​​Tribunal, qualquer pessoa pode criticar a atuação de outro partido, mas desde que seja dentro dos limites legais.

De acordo com a promotoria, Abdul Mukit compartilhou informações difamatórias sobre o partido no poder em um post no dia 27 de maio de 2017. A acusação foi que Abdul espalhou informações enganosas e satíricas, incitou o ódio e incitou a destruição da harmonia social.

O tribunal também multou o rapaz, também conhecido pelo apelido de Raju. Se ele não puder pagar, será acrescido um ano à pena.

Em 28 de maio de 2017, o presidente da unidade sindical Haripur, da Liga Awami, Saidur Rahman, também conhecido como Badal, denunciou Abdul Mukit na delegacia de polícia de Paba usando a Lei de Tecnologia da Informação e Comunicação local.

No Paquistão

Mas não é só em Bangladesh que uma pessoa foi condenada em razão de seu comportamento nas redes sociais.

No Paquistão, uma mulher foi condenada à morte após enviar mensagens consideradas blasfêmias contra o profeta Maomé no Whatsapp. Ela foi denunciada por um homem com quem conversava através do aplicativo de mensagem, que a acusou de enviar caricaturas da principal figura do islã.

Pelas leis paquistanesas, todas as pessoas que blasfemarem contra o islã serão condenadas à morte, mas nesses casos a sentença nunca foi cumprida. A mulher também foi condenada a dez anos de prisão.

Algumas entidades que lutam por direitos humanos paquistanesas e internacionais denunciam que as acusações de blasfêmia estão sendo utilizadas para intimidar minorias religiosas por interesses pessoais.