Ciência

Raro “tubarão bocudo” é capturado na África; spoiler: ele é gentil

Encontrado no Quênia, ele é apenas o terceiro exemplar registrado na costa africana - e, apesar do visual assustador, é dócil
Imagem: Zootaxa/Reprodução

Um tubarão bocudo, uma das espécies mais misteriosas e raras de tubarões, foi encontrado na costa leste da África. O tubarão, que mede cerca de 4,5 metros de comprimento, foi capturado por pescadores locais em Watamu, no Quênia, em janeiro deste ano.

A descoberta do tubarão foi descrita por Rhett H. Bennett, pesquisador da Universidade Rhodes (África do Sul), em um artigo para o portal The Conversation.

Assim que o animal foi encontrado, a equipe fez fotos e colheu amostras do tubarão, que foram enviadas para laboratórios na África do Sul e nos Estados Unidos. A imagem mostra o tubarão bocudo deitado no chão com sua cor cinza escura e sua boca grande e larga.

Por isso, tubarão bocudo (que tem o nome científico de Megachasma pelagios) é conhecido por sua boca enorme e arredondada, que pode se abrir a até 1,3 metro de diâmetro. A espécie, também conhecida como tubarão-boca-grande, vive em águas profundas.

Apesar do visual assustador, trata-se de uma espécie dócil, que se alimenta por filtração. Dessa forma, ele usa sua boca para filtrar o plâncton, as pequenas criaturas que flutuam na água, assim como as baleias. Justamente por viver em águas profundas, ele raramente é visto na superfície.

Espécie muito rara de tubarão

O tubarão encontrado no Quênia é apenas o terceiro exemplar registrado na costa africana e o primeiro na região do Oceano Índico Ocidental. Os outros dois foram encontrados na África do Sul, em 1995 e 2009.

Além disso, estima-se que, no mundo todo, apenas cerca de 100 tubarões bocudos foram documentados desde a sua descoberta, em 1976.

Os pescadores, que ficaram surpresos com o tamanho e a aparência do tubarão. Por isso, o trouxeram para a praia morto e os pesquisadores o analisaram.

Agora, os cientistas esperam que o animal encontrado no Quênia ajude a entender melhor essa espécie enigmática e a protegê-la de ameaças como a pesca acidental e a mudança climática.

Gabriel Andrade

Gabriel Andrade

Jornalista que cobre ciência, economia e tudo mais. Já passou por veículos como Poder360, Carta Capital e Yahoo.

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