As máquinas já estão prontas para produzir arte? Sim, estão. Mas ainda com uma boa parcela de curadoria humana. A imagem que abre esta matéria foi produzida por uma inteligência artificial e ganhou o maior prêmio dedicado à arte digital, The Lumen Prize.

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A autoria, no entanto, não é apenas de um computador. O artista alemão Mario Klingemann, residente do Google Arts & Culture, foi quem treinou a máquina para produzir o retrato nu premiado, batizado de “The Butcher’s Son” (O filho do açougueiro, em inglês).

O procedimento de treinamento é idêntico ao utilizado para preparar máquinas para outros tipos tarefas: Klingemann treinou uma rede neural para assimilar padrões do corpo humano e de retratos nus e então obteve um resultado.

Para isso, ele selecionou uma série de imagens correspondentes ao que ele queria, a maioria delas pornografia. Em seguida, utilizou uma técnica conhecida como GAN (redes neurais contraditórias generativas, na sigla em inglês) para criar a imagem. Foram usadas duas redes neurais: uma para criar um esboço geral do corpo humano, com base em 150 mil imagens e outra para aprimorar o rascunho, avaliando se eram cenas convincentes e para acrescentar detalhes.

Klingemann disse à FastCompany que ele mesmo selecionou algumas imagens para serem “refinadas” e escolheu cerca de 20 cenas em que a combinação de pose, composição, cores e texturas pareciam boas. Segundo o Lumen Prize, esta é a primeira obra criada com inteligência artificial a ganhar um grande prêmio de arte mundial.

O Lumen Prize premia trabalhos produzidos por meio de tecnologias digitais. Entre as categorias estão imagens animadas, interativas, criações com realidade aumentada e virtual, entre outras. Você pode conferir todos os premiados de cada categoria neste link.

[FastCompany via Nexo]