As dobras intrincadas do origami são muito úteis na ciência em geral, servindo para criar airbags mais seguros e projetos arquitetônicos mais resistentes. E aqui, os mesmos princípios são aplicados a um robô de montagem autônoma, que usa um microcontrolador para ir do 2D ao 3D e, em seguida, sair andando.

Sam Felton e Robert Wood, engenheiros de microrrobótica de Harvard, se inspiraram no conceito do “origami rígido”: isso consiste em aplicar as mesmas técnicas de dobradura do origami a materiais resistentes e com dobradiças. Assim, eles criaram um robô que se transforma sozinho, usando plástico inteligente ativado por computador.

O “papel” deste origami é uma placa de circuito flexível com dobradiças de cobre, que se contraem quando aquecidas. Um pulso eletrônico do circuito aciona o calor e, assim, começa o processo de dobramento.

Um software de modelagem determina qual design pré-programado o robô vai assumir (neste caso, um caranguejo simpático). Quando a estrutura estiver completa, o motor embutido é ativado, e permite ao robô se locomover. Tudo isso acontece sem a ajuda de seres humanos.

Este é um truque bem divertido, mas estes robôs planos podem ser úteis no mundo real: por exemplo, sua espessura fina e habilidades de automontagem os tornam perfeitos para se espremer em espaços apertados, para missões de busca e salvamento. É mais um avanço para os robôs autônomos. [New Scientist]