Esta semana tem sido especialmente movimentada no que diz respeito a processadores. A MediaTek anunciou uma série de novos chips para smartphones e Chromebooks. A Apple veio logo em seguida com o grande lançamento do M1. Agora, a Samsung anuncia seu primeiro processador a usar um processo de 5 nanômetros: o Exynos 1080.

O novo chip móvel da Samsung é notável por alguns motivos diferentes. A primeira é que, ao contrário dos processadores de 5 nm anteriores — como o A14 Bionic para iPhones, o M1 para Macs e o Kirin 9000 da Huawei –, o Exynos 1080 foi fabricado pelas próprias fundições de chips da Samsung e não pela TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Company), que foi responsável por produzir todos os outros até agora.

A produção de seu primeiro chip de 5 nm pode abrir caminho para que outros fabricantes de gadgets aproveitem o processo EUV FinFet da Samsung para criar chips menores e mais eficientes em termos de energia, o que deve ser bom para a concorrência.

Em segundo lugar, usando um novo design de oito núcleos com quatro núcleos Cortex-A78 de alto desempenho (com um deles apresentando uma velocidade de clock ligeiramente acima de 2,8 GHz), quatro núcleos Cortex-A55 de alta eficiência e um modem 5G integrado (que suporta tanto sub-6GHz quanto mmWave), o Exynos 1080 oferece um pacote completo para qualquer futuro smartphone 5G.

Além disso, ele possui uma GPU Mali G78 para melhor desempenho gráfico junto com suporte para telas com taxa de atualização de 90Hz. Outros recursos incluem suporte para Wi-Fi 6, Bluetooth 5.2, uma unidade de processamento neural mais poderosa e muito mais.

Aqui está uma tabela de especificações dos principais recursos do Exynos 1080. Captura de tela: Samsung

O Exynos 1080 foi codesenvolvido pela fabricante chinesa de smartphones Vivo (nenhuma relação com a operadora brasileira). De acordo com o Engadget China, ela já tem planos de usar o novo chip em um aparelho futuro.

Por fim, como o Exynos 1080 é meramente um chip “premium” (como sugerido por seu suporte para telas de 90 Hz, mas não de 120 Hz), é provável que a Samsung esteja trabalhando em um chip ainda mais poderoso que poderia encontrar vir em algumas versões do próximo Galaxy S, que pode ser anunciado já no final de janeiro.

Normalmente, a Samsung não coloca seus chips Exynos em telefones Galaxy vendidos nos EUA, mas como vimos com o Galaxy S6 (que usava um Exynos 7420 em vez de um Qualcomm), isso não está totalmente fora de questão.

Independentemente disso, com empresas como Apple, Samsung, Google e outras tentando desenvolver chips caseiros para uso em seus dispositivos, a batalha pela supremacia do silício está apenas começando a esquentar.