Com menos de três semanas até a Samsung oficialmente revelar o novo telefone da linha Galaxy S, vazamentos e rumores começam a nos mostrar mais facetas do aparelho. E apesar do corpo do aparelho ser quase indistinguível do modelo do ano passado – especialmente a frente dele – o Galaxy S9 parece ser uma ótima atualização para a linha. Entretanto, existe um probleminha com o S9: o preço, que de acordo com múltiplas fontes será o mais alto já cobrado em um Galaxy S até então.

Os Galaxy A8 e A8+ são todos inspirados no S8, inclusive no preço
Aqui estão as primeiras imagens dos Samsung S9 e S9+
Samsung confirma que o Galaxy S9 será apresentado em fevereiro durante a MWC

A primeira notícia veio do site coreano ETNews, que afirma que o S9 custará entre 945 mil e 1 milhão de won sul-coreanos – o S8, para exemplo, custava 935 mil won. Isso é equivalente a US$ 875 a US$ 925 nos EUA. E então, alguns dias depois, uma fonte em contato com o Techradar afirmou que no Reino Unido, o S9 custará a partir de £ 789, £ 100 a mais que o valor inicial do S8 no ano passado.

Apesar de ainda ser necessário calcular impostos e taxas de câmbio, estes números sugerem que, nos EUA, o S9 será vendido por US$ 775 a US$ 800, que é um valor significantemente maior que os US$ 720 do S8 em seu lançamento (o preço pode variar um pouco de acordo com a operadora que vende o dispositivo).

Esse tipo de aumento não chega a ser tão surpreendente depois que a Apple lançou o iPhone X por US$ 1.000 (R$ 7.000, no Brasil), e isso só mostra uma clara e cara tendência.

Até 2017, a maioria dos celulares topo de linha eram lançados com o preço entre US$ 600 aUS$ 650, com um modelo maior vendido por cerca de US$ 100 a mais. No entanto, no decorrer do último ano, e encorajado pelo audacioso preço da Apple, 2018 pode ser o ano em que começaremos a ver smartphones topo de linha com valores muito altos – e isso pode nos levar ao limite do que as pessoas estão dispostas a gastar por um aparelho.

Essa é claramente uma má notícia para quem quer comprar um telefone, com o novo piso destes celulares sendo na faixa dos US$ 800. Mas o mais preocupante disso tudo é saber qual o tipo de impacto que isso terá na indústria como um todo.

A Apple pode ter feito mais dinheiro com os iPhones no último trimestre do que o mesmo período do ano anterior, mas as vendas dos iPhones por unidade na verdade estagnaram, com a Apple vendendo 1% a menos de celulares no quarto trimestre de 2017 em comparação ao quarto trimestre de 2016. O número de aparelho vendidos pela Samsung também pareceu cair. A divisão mobile viu uma queda de 3,2% nos lucros ano após ano, mesmo com a empresa ainda fechando no no azul.

Conforme o valor dos aparelhos continua a subir, fica cada vez mais difícil justificar quase que US$ 1.000 completos gastos a cada um ou dois anos, mesmo que este custo seja destinado a um produto que você usa diariamente. Dito isso, estes são apenas rumores, então ainda precisamos aguardar por um anúncio oficial para ter certeza. Porém, as notícias não parecem ser boas para quem esperava que o valor astronômico que a Apple cobra fosse apenas uma exceção a regra.