Quando um celular é roubado uma das recomendações das autoridades é entrar em contato com a operadora para realizar o bloqueio do IMEI. A iniciativa faz com que o aparelho se torne praticamente inútil; com o IMEI bloqueado, não dá, em tese, para se conectar com as redes das operadoras, apenas com o WiFi.

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Em fevereiro, o Estado de São Paulo foi o recordista no pedido de bloqueio, com 45,6 mil solicitações, segundo o Sinditelebrasil (entidade que representa as operadoras). As solicitações são por motivo de roubo, furto ou extravio. De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, em 63% de casos de roubo registrados, os celulares constam como itens subtraídos.

Essa é a primeira vez que o CEMI, Cadastro de Estações Móveis Impedidas, libera dados separados por Estados. Logo depois de São Paulo, vem o Rio de Janeiro (18,8 mil) e Minas Gerais (7,9 mil) – locais com as maiores bases de celulares ativos. Os Estados com menos pedido são Amapá (180), Tocantins (234) e Roraima (243).

Em todo o Brasil, foram realizados 122 mil novos pedidos de bloqueio – número dentro da média do período, ligeiramente menor do que o registrado no ano passado, que foi de 123 mil. No total, são 9,5 milhões de IMEIs impedidos no CEMI – o sistema funciona desde o ano 2000.

Como bloquear o IMEI

Fazer o bloqueio ficou mais fácil nos últimos anos. O primeiro passo é ligar na operadora e informar dados pessoais que permitam a identificação, como RG, CPF e endereço. Depois, basta passe o número de celular ou o IMEI.

Você pode bloquear o IMEI em caso de roubo diretamente na delegacia no momento do registro da ocorrência de roubo, furto ou perda, sem ligar para a operadora depois. As polícias civis dos estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, São Paulo e Sergipe e também o Distrito Federal e o Departamento de Polícia Federal já possuem a integração com o sistema,

O número IMEI pode ser encontrado no próprio corpo do celular, na nota fiscal ou na embalagem do aparelho. Se você não tiver nenhum deles, disque *#06# no seu celular e anote o código. Uma boa maneira de guardá-lo é enviando para você mesmo por email ou em um serviço de armazenamento na nuvem, como Dropbox ou Google Drive.

Com o bloqueio, o celular não fará mais ligações e não permitirá nenhuma comunicação utilizando o pacote de dados móveis de redes do Brasil e de mais 57 prestadoras em 19 países com os quais as operadoras brasileiras possuem acordo de integração. Para saber se um aparelho está registrado no CEMI, as prestadoras mantêm ainda um site na internet para consulta: consultaaparelhoimpedido.com.br.

Se você perdeu o celular e, depois de bloqueá-lo, reencontrou o aparelho, basta ligar novamente para o operadora para voltar a usá-lo normalmente.

O único problema disso tudo é que é possível falsificar o IMEI. Como explica a Teleco, dá para trocar um código bloqueado por outro mapeado como legítimo, usando kits “que custam aproximadamente quinze dólares”. A Anatel está começando agora a adotar medidas que coíbam esse tipo de prática.

A Sinditelebrasil diz que defende que “sejam adotadas medidas para o combate ao mercado irregular de aparelhos celulares, dentre elas, o reforço da segurança dos aparelhos, no processo de fabricação, para evitar que sejam adulterados ou tenham o seu código de identificação (IMEI) modificado ou clonado”.

Ah, e o bloqueio do IMEI só dificulta que ele seja ativado na rede das operadoras, mas não impede que o ladrão acesse as informações que estão no aparelho, como fotos e arquivos. Para isso, você precisa fazer o bloqueio remoto – veja aqui como fazer no iOS, Android e Windows Phone.

Imagem do topo: Anestiev/Pixabay