Você deve saber quem é Eduardo Saverin. Trata-se do rapaz que fundou o Facebook ao lado de Zuckerberg, brigou com o amigo nerd e ganhou uma bolada não divulgada – mas obviamente homérica – num processo contra o ex-amigo. Tudo isso foi relatado no filmeA Rede Social. Agora, o que pouca gente conhece é a vida de Saverin atualmente. Eis que ele lidera um grupo de investimentos noQwiki, uma nova plataforma de conhecimento interativa que anda sendo bem falada mundo afora.

O Qwiki é basicamente a junção de várias formatos multimídias para explicar um só assunto. Em vez de vários textos corridos com imagens colocadas em locais comuns e clichês, o site usa som – uma narradora explica, em inglês, o que você estiver procurando – imagens de várias fontes, trechos de informações de outros sites e vídeos, com adições em tempo real. Ainda em alfa, o site é interessante, mas em nossos primeiros testes pareceu um pouco massante – é preciso mais ritmo para entregar esse mar de informação. Mesmo assim, o pessoal do TechCrunch gostou bastante da startup e deu aos criadores o prêmio máximo do Disrupt, evento criado pelo site para o encontro de nomes da tecnologia já conhecidos e outros que ainda procuram seu espaço.

A relação entre Saverin e o Qwiki começou ali mesmo. O vídeo de apresentação do Qwiki no Disrupt – que você pode conferir aqui – é realmente bacana, apresentando uma boa saída ao excesso de informação com que lidamos hoje. Saverin gostou do que viu e agora lidera um aporte de U$ 8 milhões que acaba de entrar no site.

Saverin, que atualmente vive em Singapura, é um tanto avesso às entrevistas, mas recentemente falou com o New York Times sobre seu novo investimento. Somando o dinheiro ganho no processo, seus novos investimentos e o pequeno detalhe de ele ainda ser dono de 5% do Facebook – o equivalente a U$2,5 bilhões – ele admite que “está numa posição em que pode fazer o que ama, que é ajudar outros entrepeneurs”. Claro, ele não quis falar sobre um certo filme, nem sobre um certo ex-amigo, mas é bom saber que o 10º brasileiro mais rico do mundo não entrou em férias infinitas. [New York Times e Info]