Há algum tempo, o Ministério da Educação trabalha para levar tablets a professores de escolas públicas. As primeiras unidades foram distribuídas em novembro, e o projeto está sendo expandido ao longo de 2013. No entanto, a chegada dos tablets parece não acompanhar o treinamento que precisa ser dado aos professores.

Enquanto os docentes de Cuiabá (MT) não recebiam treinamento, os tablets ficavam sem uso no depósito da secretaria de Educação. Nesta quarta-feira, uma quadrilha de oito homens armados invadiu esse depósito e roubou 2.500 tablets. O prejuízo é de R$ 1,15 milhão.



Segundo o G1, os criminosos conseguiram invadir o depósito durante o dia, rendendo um vigia não-armado (apenas o período noturno dispõe de segurança armada). O local não possui circuito interno de segurança.

A Polícia Militar diz que a quadrilha sabia que havia apenas um segurança; sabia o nome de pelo menos outros dois funcionários; e também o local onde estavam os tablets. Oito servidores da secretaria de Educação devem ser investigados por supostamente facilitar o roubo dos tablets.

O secretário municipal da Educação, Gilberto Figueiredo, diz ao G1 que os tablets estavam guardados desde dezembro “porque não havia sido feito um planejamento para a distribuição e o uso deles”. O treinamento para os professores só ocorreu no final de março, segundo a prefeitura.

O caso levanta uma preocupação quanto ao uso de tablets nas escolas públicas: a questão da segurança. Não se imaginava que alguém roubaria esses tablets, já que eles têm um acabamento bem chamativo na cor amarela; e na traseira, estão os dizeres “Ministério da Educação” em letras garrafais. Isso deveria dificultar a revenda.

E mesmo assim, o roubo aconteceu. Como prevenir isso? É importante responder isso logo, já que o programa de tablets é enorme: o Governo Federal abriu uma licitação, feita no começo de 2012, para a compra de até 650 mil tablets. Positivo e CCE serão as fornecedoras.

Os tablets roubados foram fabricados pela Positivo, e têm tela de 9,7″, processador de 1GHz e rodam Android 4.0. Cada um custou R$ 461,99 aos cofres públicos. Eles seriam entregues para professores e alunos de 16 escolas da rede pública municipal de Cuiabá. Até o momento, nenhum suspeito foi preso. [G1; valeu, thimatrix!]

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