Ontem vimos que o Procon criou uma lista de 20 lojas online que levavam seu dinheiro mas não entregavam os produtos. E ontem mesmo um auxiliar de informática foi preso por ser suspeito de montar um site falso de compras. Ele comandava o site de LAN houses, para não ser rastreado. Será que deveríamos fiscalizar melhor as LAN houses?

O site funciona desde janeiro, e oferecia produtos em média 30% mais baratos que a concorrência – a polícia diz que pelo menos 50 pessoas caíram no golpe. Para evitar ser rastreado, a conta bancária do rapaz (onde caíam os pagamentos dos boletos) tinha endereço incorreto, e ele gerenciava a loja online a partir de LAN houses espalhadas pela cidade de São Paulo.

Recentemente, um projeto de lei para regulamentar as LAN houses foi aprovado pela Câmara e encaminhado ao Senado. Este projeto traz várias vantagens, porém exige que toda LAN house tenha um cadastro de usuários, com nome e RG, para evitar crimes na internet como este. Será que a lei faz mais sentido agora, depois deste caso?

Acredito que não. Existem vários métodos de tornar anônima sua conexão à internet, como VPNs ou projetos como o Tor – e tudo isso é gratuito e até mesmo open-source. Alguns crimes seriam evitados, sim, mas exigir um cadastro de toda LAN house parece onerar as empresas muito mais do que ajudar a sociedade. O melhor é educar os consumidores na internet: você já deve saber que não se deve comprar de lojas online sem credibilidade, ou que ofereçam preços muito abaixo do mercado – cabe a nós fazer nossa parte e ensinar quem não sabe.

Segundo vídeo do G1, a loja fraudulenta é a São Caetano Shop, que ainda está funcionando, não está na lista do Procon e acumula reclamações no site Reclame Aqui. O rapaz acusado de gerenciar o site foi solto hoje, já que a prisão não foi feita em flagrante. Ou seja, ele vai responder às acusações de estelionato em liberdade. [G1]