Quando a Montblanc lançou seu smartwatch Summit 2, há dois anos, ele era um dos únicos relógios Wear OS com o chip Qualcomm Snapdragon Wear 3100, que oferecia desempenho melhor do que os relógios Android anteriores. Mas o Summit 2 custava assustadores US$ 995.

Agora, a Montblanc está de volta com o Summit 2+. Desta vez, ele tem conectividade autônoma 4G e, por este privilégio, ele custa US$ 175 extras. O preço do relógio é US$ 1.170, o que é, francamente, um pouco ultrajante.

Então, para quem exatamente a Montblanc está fabricando este smartwatch? Em uma coletiva de imprensa, um porta-voz descreveu seu público-alvo como um empresário bem-sucedido que precisa permanecer conectado em qualquer lugar. E por esse preço, sim, meu amigo, qualquer pessoa interessada em um desses provavelmente não perde o sono pensando nos boletos.

O relógio em si é bastante bonito. A Montblanc optou por aumentar um pouco o tamanho da caixa, de 42 mm para 43,5 mm. A caixa do relógio é de aço puro e possui uma pulseira de 22 mm que pode ser trocada.

Em termos de design, o Summit 2+ oferece opções de acabamento: aço DLC preto, aço inoxidável, rosa dourado e aço bronze. Pessoalmente, eles são bastante atraentes — e sim, eu me senti um pouco mais rica só de segurar um, e também senti minha carteira mais vazia.

A caixa de cor bronze proporciona uma sensação mais vintage. Foto: Victoria Song/Gizmodo

O Summit 2+ vem com o mesmo chip 3100 do seu antecessor, além de 1 GB de memória. É o mínimo que gostaríamos de ver nos relógios Wear OS. Mas, como a Montblanc quis mencionar, não há muitos outros relógios Wear OS com 4G.

Na verdade, este é o primeiro smartwatch de luxo com 4G. A Montblanc não é a primeira empresa de sempre a fabricar um smartwatch 4G sem ser de luxo, mas, além do TicWatch Pro, estamos quebrando a cabeça para lembrar de uma versão recente com Wear OS. Vamos ter que ver se o chip de 3100 e a combinação de 1 GB de RAM conseguem dar conta da velocidade do 4G.

Os relógios 4G tendem a ter uma péssima duração de bateria. A Montblanc disse que optou por uma bateria de 440 mAh para o Summit 2+, que deve durar de 24 a 36 horas com o 4G ativado. Com ele desligado, espera-se que o relógio dure dois dias com uma carga, e você pode aproveitar de três a cinco dias no modo relógio, que é bem mínimo. Sob o capô, o Summit 2+ também possui um acelerômetro, sensor de luz ambiente, altímetro, barômetro, bússola e GPS embutido.

Além de poder receber chamadas e falar no pulso, o Summit 2+ oferece alguns aplicativos internos úteis, incluindo o Timeshifter, que fornece conselhos sobre como minimizar o jet lag, e um aplicativo Montblanc Travel Info, que fornece aos viajantes informações locais relevante e possui um tradutor ativado por voz. A empresa também diz que o relógio também oferecerá um “treinador refinado” que pode medir o VO2 máximo e fornecer dicas personalizadas de exercícios. A empresa também mencionou um novo aplicativo que pode ajudar a medir os níveis de estresse com base na freqüência cardíaca.

Eis o carregador, que quebra um galho como relógio de cabeceira. O logotipo Montblanc na coroa oferece um toque elegante. Foto: Victoria Song/Gizmodo

Um relógio 4G precisa de um plano de dados. Nos EUA, parece que o Summit 2+ será exclusivo da Verizon. Como outros relógios compatíveis com 4G, custará US$ 10 adicionais por mês para manutenção e não exigirá que você obtenha um número adicional.

O Summit 2+ está longe de ser o relógio mais caro do mundo — lembra o relógio de US$ 25.000 da Hublot que só podia ser pago em bitcoin? Mas no mundo dos smartwatches, o Summit 2+ definitivamente se destaca por ser uma das opções mais caras do mercado. Claro, é bom que o Wear OS agora ofereça um relógio com 4G um pouco mais sofisticado do que as opções usuais, mas não dava para fazer um que não custasse a mesma coisa que 2,3 Apple Watches ou 2,9 Samsung Galaxy Watches?