Não faz muito tempo que a Sony lançou por aqui seu Xperia M4 Aqua (cinco meses e quatro dias, para ser preciso) e seu sucessor já deu as caras: é o Xperia M5, anunciado em agosto lá fora e que chega agora às terras brasileiras. Ele tem configurações bem mais interessantes que seu antecessor, e chega por um preço bem mais alto: R$ 2.599.

As especificações técnicas do Xperia M5 fazem ele parecer um topo de linha de um ano atrás. É uma evolução grande em relação ao Xperia M4, que até era um celular digno, mas cobrava muito pelo que oferecia:



– a tela de LCD manteve as 5 polegadas, mas trocou a resolução HD (1280×720) por Full HD (1920×1080);

– o processador Snapdragon 615 deu lugar a um outro octa-core, mas de outra empresa, o MediaTek Helio X10;

– as câmeras de 13 e 5 megapixels foram substituídas por sensores de 21,5 e 13 MP (traseira e frontal, respectivamente);

– agora são 3 GB de RAM, contra 2 GB do modelo antigo;

– a bateria cresceu um pouco (2.600 mAh versus 2.400 mAh do M4);

– a proteção IP68 contra água e poeira continua aqui.

O Sony Xperia M5 estará disponível por R$ 2.599 a partir desta terça-feira (1) em todos os canais de venda, com TV digital e suporte a dual-chip. Haverá uma versão de um chip e sem TV exclusiva para a Claro, cujo preço sugerido será o mesmo.

O Xperia M4 ainda continuará à venda; ele pode ser encontrado por cerca de R$ 1.000.

Hands-on

Por fora, o modelo novo é praticamente idêntico ao antigo, ambos seguindo muito da linguagem visual elegante e bonita da linha Xperia. A diferença mais notável é o tamanho maior da lente na parte dianteira do aparelho.

Na mão, o Xperia M5 parece um pouco mais pesado e espesso que o M4, apesar da pouca diferença nas medidas — são 6 gramas (142g contra 136g) e 0,3 milímetros (7,6 mm contra 7,3 mm) a mais. Ele parece ser bem fácil de segurar, e menos escorregadio do que o modelo anterior.

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Duas novidades do design do modelo são os cantos em aço inoxidável e a proteção Gorilla Glass também na traseira, para dar uma proteção a mais em caso de quedas.

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O desempenho parece muito bom, com apps abrindo rapidamente. Apesar disso, com poucos minutos de uso, notei um aquecimento na borda direita do aparelho.

A câmera tem um sistema de autofoco híbrido, que usa detecção de contraste e de fase para conseguir precisão e rapidez. Num teste simples, tirando várias fotos de um teclado com diferentes pontos de foco, a solução parece ter dado certo: a câmera leva pouquíssimo tempo para acertar o novo ponto.

Atualizado com hands-on às 13h25