A investigação da SpaceX sobre o foguete Falcon 9 que explodiu em 1º de setembro se arrasta para seu segundo mês, e rumores dizem que esta pode ter sido mais do que uma falha técnica aleatória. De acordo com o Washington Post, a SpaceX está considerando a possibilidade de sabotagem.

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Um funcionário da SpaceX recentemente solicitou acesso à cobertura de um edifício da United Launch Alliance, um consórcio concorrente de foguetes.

Funcionários da indústria falaram sob condição de anonimato ao Washington Post que a SpaceX estava dando seguimento a “algo suspeito”, visto ao analisar o vídeo da explosão: uma sombra estranha e uma mancha branca na cobertura do edifício da ULA, que fica a aproximadamente 1,5 km da plataforma de lançamento.

A bola de fogo repentina eviscerou um foguete Falcon 9, um satélite de internet de US$ 95 milhões, e um pedaço da plataforma de lançamento 40 em Cabo Canaveral.

Elon Musk observou na semana passada, durante a conferência em que anunciou planos para colonizar Marte, que a SpaceX já investigou todas as possibilidades óbvias. “O que restam são as respostas menos prováveis”, disse ele.

O pedido da SpaceX teria sido negado, mas oficiais da Força Aérea americana fizeram uma investigação e não encontraram nenhuma evidência envolvendo a explosão em setembro.

A ULA diz em comunicado ao Gizmodo: “a ULA cooperou com o 45º Comando da Força Aérea, e nada relacionado ao acidente da SpaceX foi encontrado”. (O 45º Comando é responsável pela Estação da Força Aérea do Cabo Canaveral.)

A SpaceX, por sua vez, emitiu a seguinte declaração ao Gizmodo:

A Equipe de Investigação de Acidentes tem a obrigação de considerar todas as possíveis causas da anomalia, e não vamos comentar sobre qualquer causa específica em potencial até que a investigação seja concluída. Uma análise preliminar dos dados e detritos sugere uma brecha no sistema de hélio da segunda etapa, mas a causa dessa brecha ainda é desconhecida. Procuramos todos os dados disponíveis para sustentar a investigação em tempo hábil após a anomalia, como esperado para qualquer investigação responsável.

A justificativa da SpaceX – ela está simplesmente analisando todas as possibilidades – pode muito bem ser verdade. Mas isso não impediu a internet de oferecer suas próprias teorias da conspiração, incluindo que talvez um cara com um rifle disparou no foguete a 1,5 km de distância. Musk disse que a empresa dele estava tentando descobrir a origem de um “som de estouro mais silencioso” alguns segundos antes de o foguete virar uma bola de fogo.

Claro, eu levaria quaisquer teorias de sabotagem com uma dose muito saudável de ceticismo. É verdade que a ULA e a SpaceX tiveram suas brigas no passado, e que as duas estão em concorrência direta por contratos da NASA, mas os riscos de uma operação desse tipo dificilmente superariam os benefícios a curto prazo de manchar a imagem da SpaceX.

Além disso, disparar em um foguete a partir de uma cobertura a 1,5 km de distância não é exatamente uma forma discreta de se sabotar um concorrente. Por que não colocar um espião na empresa, por exemplo, e fazer com que tudo pareça um trabalho interno?

[Washington Post]