Bem a tempo para as provas de natação olímpica nos Jogos de Tóquio 2021, a Speedo revelou um conceito de alta tecnologia para o que a marca acredita que serão os trajes do futuro em 2040. E no que depender das primeiras imagens do projeto, todos nós vamos parecer seguidores do Aquaman.

Apelidado de Fastskin 4.0, o traje é uma ideia da equipe de pesquisa e desenvolvimento Aqualab da Speedo. Em comunicado à imprensa, a empresa diz que o principal objetivo é criar um traje que se concentre na personalização, velocidade, desempenho e sustentabilidade do atleta. Contudo, o resultado mais parece ter sido retirado diretamente de filmes de super-herói ou ficção científica.

A Speedo afirma que cada traje será impresso individualmente em 3D, para se ajustar ao corpo do atleta, até cada músculo e micrômetro. O tecido também será “cultivado” a partir de bactérias modificadas geneticamente, de forma que 80% dele será biodegradado quando não for mais utilizável. Para uma peça tão justa, a Speedo diz que ela foi projetada com uma tecnologia que permite colocar a roupa mais facilmente, quase com um efeito deslizante. Essa mesma tecnologia será adaptada na compressão do pescoço, pulso e tornozelo, beneficiando principalmente nadadores profissionais.

Outra característica é a textura Shark Skin 4.0 Boosters, projetada para se adaptar ao seu movimento para “direcionar a água dos trajes e maximizar a propulsão a cada golpe e chute”. Nesse sentido, o estômago e a parte posterior das pernas terão “zonas de fluxo dinâmicas” baseadas na barriga de uma baleia, para reduzir o arrasto e a separação da água. Na frente e nas costas do traje, há acessórios dourados que a Speedo chama de “reator central”, que aparentemente respondem à posição do corpo do atleta na água e “ajusta a flutuabilidade.”

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Segundo a Speedo, o tecido ainda coleta energia para se alimentar com base nas diferenças de temperatura entre o corpo de um atleta e a água. E por que uma roupa dessas precisa de energia? Porque o Fastskin 4.0 terá microssensores impressos em sua estrutura para monitorar sinais vitais, como saturação de oxigênio, níveis de glicose e hidratação. Os dados coletados também fornecerão feedback ao vivo sobre técnica, ritmo, posição e condicionamento do atleta.

E não acabou: o traje também contará com um exoesqueleto embutido que “se estenderá e se contrairá conforme necessário em torno das articulações e do núcleo do atleta para aproveitar sua força explosiva, rotação do quadril e ombro, e cada braçada no comprimento máximo amplitude e movimento para a frente”. De acordo com a fabricante, esse “mecanismo” deve melhorar os tempos de sprint em 4%. Para provas competitivas de nado feminino em 800 metros livres, o tempo pode ser encurtado para menos de oito minutos; já para os 50 metros livres em nado masculino, o tempo será de até no máximo 19 segundos.

O mais provável é que o Fastskin 4.0 seja uma roupa exclusiva para nadadores de alta performance. Eu mesma acho difícil encontrar alguém normal usando um desses na praia, mesmo que daqui 20 anos, quando o traje deverá ser lançado. No entanto, é melhor o Comitê Olímpico já ir se preparando para analisar essa e outras roupas conceito, só para descobrir quais vantagens os atletas teriam em cima dos demais competidores.