Uma startup brasileira quer produzir um skate que vira mochila — ou vice-versa, se você preferir. A Movpak, que também dá nome ao produto, está em um processo de financiamento coletivo para viabilizar o projeto.

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O Movpak é um dispositivo multi-função. Além dos recursos principais (ser uma mochila que vira um skate), ele conta com rastreador, carregador de telefone (USB e sem fio), iluminação (que funciona como lanterna durante a noite) e um pequeno sistema de som embutido, que pode receber comandos — como enviar ou ouvir mensagens via Siri ou Google Now — ou até mesmo tocar música.

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O funcionamento dele é relativamente simples, apesar de ter esse monte de funções. O usuário precisa segurar um controle sem fio para acioná-lo e controlar a velocidade, que pode chegar até a 24 km/h. A empresa promete uma autonomia de 15 km percorridos. Após chegar ao destino, basta “guardar” o skate na mochila e carregá-lo. O conjunto inteiro pesa 7 kg — isso sem contar a eventual carga que você quiser colocar dentro.

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O projeto foi todo desenvolvido no Parque Tecnológico da Bahia por Hugo Dourado, Felipe Junquilho e Ivo Machado. No entanto, a ideia começou a tomar corpo quando membros da equipe foram para os Estados Unidos.

“Sempre soubemos que o Movpak é um produto com apelo internacional, então precisávamos de uma operação nos Estados Unidos”, informou a empresa em comunicado ao Gizmodo Brasil. “Além disso, não dá mais para se criar uma startup sem pensar globalmente ou você acaba perdendo mercado para um concorrente internacional no seu próprio território.”

O dispositivo já está em sua segunda rodada de financiamento coletivo — a primeira deu errado, pois, segundo eles, o planejamento para o custo de produção era muito alto, fazendo com que o produto fosse vendido a US$ 999. Agora, no Indiegogo, é possível comprar o Movpak por US$ 599. Quando chegar às lojas, o preço deve ficar na casa dos US$ 1.200.

A iniciativa tem ideias legais, mas acho exagerado conter um monte de funções. Fosse um conjunto um pouco mais leve e compacto, não veria problemas em carregá-lo no trem que tomo todos os dias para ir ao trabalho. Vamos esperar para ver.