Com uma set-top box barata ou um simples cliente de software PC, o streaming de jogos pelo OnLive é capaz de trazer os títulos mais recentes e pesados para o hardware fraquinho que você já tem. O segredo do serviço? Renderização de nuvem.

Pra resumir: o OnLive roda os jogos nos seus poderosos servidores, a saída é então renderizada como um fluxo de vídeo e depois enviada para a sua set-top box OnLive, PC ou mesmo netbook, tirando de cena por completo os PCs de jogo, sempre caros, espalhafatosamente volumosos e fadados à obsolescência. Vídeo HD com 720p pode ser transmitido com uma conexão de 5Mbps, enquanto jogos SD só precisam de uma conexão de 1,5Mbps.

Os requisitos de hardware são virtualmente inexistentes, o que significa que sim, você pode jogar Crysis em qualquer coisa, desde seu MacBook ao seu Aspire One ao seu Dell Studio à sua máquina genérica de merda. Se você quiser conectar o serviço a uma TV o OnLive venderá a você uma set-top box por “menos que um Wii”, o que é só o suficiente para jogar pelo fluxo HD do OnLive. O serviço em si provavelmente operará por um método de assinatura, mas o OnLive não deu nenhum detalhe concreto sobre quanto isto tudo custará. E antes que você pergunte, os desenvolvedores já embarcaram na ideia, incluindo Electronic Arts, THQ, Ubisoft e Epic. É sério.

Para qualquer um que já tenha ouvido falar do LivePlace, aquele lindo clone de Second Live renderizado por servidor para telefones móveis, isto tudo soará bastante familiar e a mesma preocupação imediatamente surgirá: lag. Se isto tem sido uma praga presente em jogos multiplayer renderizados por cliente por todo este tempo, como o OnLive poderia remotamente evitar isso com requisitos tão dramaticamente elevados da banda larga do usuário? Bem, o Kotaku chegou a testar o serviço e, apesar de estar servindo de host de apenas uma fração dos usuários que terá quando ele for a público, eles foram capazes de rodar Crysis Wars sem nenhum impedimento. O OnLive está pronto para ser lançado mais para o fim deste ano e também poderemos ver como o serviço funcionará quando a versão beta for aberta na metade do ano, além de verificar se a inacreditável decodificação de vídeo de 1ms deles consegue se manter em pé.

Veja o fantástico relatório do Kotaku para mais detalhes. [Kotaku]