No dia 10 de abril de 1940, o submarino britânico HMS Tarpon e sua tripulação de 50 pessoas foi enviado para a Noruega para interceptar navios mercantes nazistas. Desde então, nada se sabe sobre ele. Agora, 76 anos depois, o submarino finalmente foi encontrado. E uma investigação da embarcação incrivelmente bem preservada mostra que ele não sucumbiu sem antes lutar.

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Os destroços foram descobertos no começo do ano por Gert Normann Andersen, que comanda um museu de guerra na Dinamarca, e Innes McCartney, um arqueólogo náutico britânico. Os restos da embarcação, um submarino classe T de 84 metros da Royal Navy, foram encontrados na parte dinamarquesa do mar do Norte, a cerca de 80 km da cidade de Thyborøn.

A descoberta soluciona um mistério de décadas sobre a localização exata dos destroços, mas historiadores já sabem exatamente o que aconteceu com o HMS Tarpon.

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Um sonograma mostra o HMS Tarpon no fundo do mar do Norte. Via JD-Contractor A/S

O submarino foi despachado de Rosyth, na Escócia, para atacar os navios mercantes alemães que estavam enviando armamentos para a Noruega ocupada pelos nazistas. Registros de guerra da Alemanha mostram que o submarino britânico atacou o navio Schiff 40/Schürbek, mas seus torpedos erraram o alvo. O navio alemão então tentou detectar o Tarpon com seu sonar, e seu periscópio foi encontrado. O Schürbek então liberou cargas de profundidade em um ataque que teve a duração de uma manhã. Por fim, uma série calculada de bombas de profundidade atingiu o submarino, fazendo seus detritos flutuarem até a superfície. Cinquenta tripulantes britânicos morreram no ataque.

Os destroços do Tarpon ainda guardam lembranças desses dias. Mergulhadores dinamarqueses que visitaram recentemente o local observaram escotilhas abertas, vidros estilhaçados no periscópio, e destruição severa abaixo da torre atingida pela bomba de profundidade. McCartney diz que os danos foram tão graves por trás da torre de comando que “ele teria sido inundado em segundos.” Além disso, dois dos tubos de torpedos do submarino estavam vazios, mostrando que o Tarpon de fato entrou em combate com o Schürbek. E, incrivelmente, os mergulhadores observaram uma cratera no fundo do mar, que foi formada por uma das bombas potentes de profundidade.

Hoje, o Tarpon está a aproximadamente 40 metros de profundidade na água. O desafio agora, segundo seus descobridores, é proteger o sítio histórico de ameaças como arrastões de pesca ou buscadores de metais ilegais. Em respeito aos mortos, outras missões de mergulho estão sendo planejadas.

Foto de topo: Um submarino classe T parecido com o HMS Tarpon. (Imagem: S. J. Beadell/Imperial War Museums)