A sonda InSight, da NASA, completou com sucesso seu pouso em Marte nesta segunda-feira (26), depois de uma jornada de seis meses e 482 milhões de quilômetros. E ela já está enviando fotos do desolado Planeta Vermelho a partir de seu local de pouso na Elysium Planitia, cortesia de um post no Twitter oficial do aterrissador, que diz: “Existe uma beleza silenciosa aqui. Ansiosa para explorar minha nova casa”.

A InSight já implantou seus dois painéis solares decagonais, que medem 2,13 metros cada e fornecem a fonte de energia operacional da espaçonave. Sua missão é oferecer informações novas sobre como planetas rochosos como Marte se formam e evoluem ao longo do tempo, e ela conta com instrumentos como um sismógrafo, uma sonda de calor escavadora e um equipamento científico de rádio.

• A sonda InSight já pousou em Marte — e agora?

De acordo com um comunicado da NASA, a InSight começará a coletar alguns dados em sua primeira semana de operações, embora seja uma equipe baseada na Terra que trabalhará principalmente na ativação e na calibração de seus sistemas. Uma de suas primeiras tarefas na lista é a implantação de um braço robótico de 1,79 metro, que irá tirar fotos da paisagem marciana, o que deverá ser finalizado em alguns dias. Muitos de seus experimentos levarão tempo para se desenvolver, já que a NASA precisará de dados extensos para decidir onde implantar o sismógrafo e a sonda de calor, podendo ter que esperar por mais tempo para que qualquer atividade sísmica seja detectada.

Como escreve a NASA:

“Nós atingimos a atmosfera marciana a 19.800 km/h, e toda a sequência para tocar a superfície levou apenas seis minutos e meio”, disse o gerente de projetos da InSight, Tom Hoffman, no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL). “Durante esse curto período de tempo, a InSight teve que, de forma autônoma, realizar dezenas de operações e fazê-las sem falhas — e tudo indica que é exatamente isso que nossa espaçonave fez.”

… “O pouso foi emocionante, mas estou ansioso pela perfuração”, disse o investigador principal da InSight, Bruce Banerdt, do JPL. “Quando as primeiras imagens chegarem, nossas equipes de engenharia e ciência começarão com tudo a planejar onde implantar nossos instrumentos científicos. Dentro de dois ou três meses, o braço irá implantar os principais instrumentos científicos da missão, o sismógrafo Seismic Experiment for Interior Structure (SEIS) e a sonda de calor Heat Flow and Physical Properties Package (HP3).”

Essa, na verdade, não é a primeira foto da superfície transmitida pela InSight a ser divulgada pela NASA. Uma outra mostrada mais cedo era uma foto borrada da cobertura de lente da sonda manchada de poeira, em que o horizonte marciano pode ser visto ao fundo.

A InSight também implantou dois satélites cubesats minúsculos chamados MarCO A e B antes de pousar. Segundo a CNN, são os primeiros do tipo a serem colocados no espaço sideral. Nenhum dos satélites era essencial para a missão em si, segundo o Los Angeles Times, mas eles funcionaram perfeitamente. O MarCO B também transmitiu uma foto extra de Marte a partir da órbita. A totalidade dos dados dos dois cubesats levará duas semanas para chegar à Terra. Como sua missão está completa, eles agora entrarão em uma órbita elíptica em torno do Sol, embora espere-se que eles continuem operando por algumas semanas.

(“Depois de transmitir comunicações ao vivo para a @NASAInSight quando ela pousava, o pequeno cubesat #MARCO B enviou essa imagem de adeus do planeta.”)

Enquanto nós, aqui na Terra, talvez tenhamos que esperar algum tempo para ouvir o que a InSight descobre sobre sua nova casa, a sonda já teve um começo de encher os olhos.

A NASA também destacou outras instituições que contribuíram para sua missão:

Uma série de parceiros europeus, incluindo o Centro Nacional de Estudos Espaciais da França (CNES) e o Centro Aeroespacial Alemão (DLR), está apoiando a missão InSight. O CNES e o Instituto de Física do Globo de Paris (IPGP) forneceram o instrumento SEIS, com contribuições significativas do Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar (MPS), na Alemanha, do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH), na Suíça, a Imperial College e a Universidade Oxford, no Reino Unido, e o Laboratório de Propulsão a Jato. O DLR forneceu o instrumento HP3, com contribuições significativas do Centro de Pesquisa Espacial (CBK) da Academia de Ciências da Polônia. O Centro de Astrobiologia (CAB), da Espanha, forneceu os sensores de vento.

[Twitter/NASA]