Observatórios astronômicos possuem lentes gigantescas para admirar o espaço, mas às vezes isso não é o bastante. Às vezes, eles atiram lasers de 40 watts para verem melhor. Parece incrível, né? Este timelapse estelar mostra que é mesmo.

Estes são os Observatórios de Mauna Kea, no Havaí. Você pode achar que os lasers são apenas efeitos especiais, para dar um ar sci-fi ao vídeo. Mas eles são reais mesmo!

Este vídeo foi criado por Sean Goebel, estudante de pós-graduação em astronomia na Universidade do Havaí. Ele explica para que servem os lasers:

Na verdade, os lasers são reais. Eles são usados ​​para a óptica adaptativa. Sabe como as ondas de calor saindo do asfalto quente parecem borrar objetos distantes? Da mesma forma, os ventos na atmosfera borram pequenos detalhes nas estrelas/galáxias/etc. É por isso que as estrelas brilham, na verdade.

O laser é usado para monitorar essa turbulência atmosférica, e um dos espelhos do telescópio se move centenas de vezes por segundo para remover as distorções. A óptica adaptativa é muito legal, e foi o tema do meu primeiro projeto de pesquisa de 8 meses na pós-graduação.

Os lasers dos telescópios estão na gama de 15 a 40 watts. Isso é bem mais do que um laser pointer, com apenas 5 miliwatts – mas ele consegue cegar pilotos de avião. Então como é que observatórios disparam lasers tão potentes ao céu? Eles tomam várias medidas para se precaverem:

Quando o laser é usado, aviões são proibidos de voar sobre essa área; e duas pessoas precisam ficar do lado de fora, em temperaturas congelantes, para ver se há aviões por perto. Cada um deles tem um botão para desligar o laser caso um avião se aproxime.

Além disso, o telescópio precisa enviar sua lista de alvos para o Comando Espacial dos EUA, que avisa em quais horários o laser não poderá ser usado, para não cegar satélites espiões.

E você achava que canhões laser não podiam ficar mais legais. [Sean Goebel via PetaPixel]

Em tempo: a música se chama “All Is Violent, All Is Bright” da banda God Is An Astronaut. Confira o álbum inteiro, porque eles são demais.