Um surto de severos sangramentos ligados a produtos derivados de maconha sintética continua a piorar. Oficiais da saúde de Illinois, nos Estados Unidos, reportam esta semana que uma terceira pessoa morreu pouco tempo depois de consumir a droga artificial.

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Até essa terça (10), são 114 casos reportados do que está sendo chamado de “coagulopatia associada à canabinoide sintética” no estado. Os sintomas incluem sangramento pelos olhos, ouvidos e gengivas, especialmente forte sangramento para mulheres durante o período de menstruação, além de tossir ou urinar sangue. As duas primeiras mortes envolveram homens de vinte e poucos anos, enquanto a última vítima foi um homem em seus quarenta e poucos anos.

“A cada dia nós vemos o número de casos aumentar”, diz Nirav D. Shah, diretor do departamento de saúde pública de Illinois, em um comunicado. “Canabinoides sintéticos não são seguras. Elas não são reguladas e as pessoas não sabem quais químicos podem existir neles, como veneno de rato. Existe o esforço de retirar esse tipo de droga de circulação, mas é possível que ela surja novamente. Por isso, pedimos que não usem canabinoides sintéticos”.

A atual teoria é que estes produtos, vendidos sob os nomes de K2 e Spice, estão ligados a veneno de rato. Diversos pacientes em Illinois testaram positivo para brodifacum, o principal ingrediente de raticidas.

Produtos de maconha sintética operam em um território cinzento da legalidade. Eles são vendidos como ervas fumáveis ou para vaporização que são borrifadas com químicos destinados a legalmente imitar os efeitos da maconha tradicional Mas a exata fórmula por trás destes produtos costuma ser um mistério, já que os fabricantes da droga lutam para evitar banimentos de ingredientes específicos que podem ocorrer em estados ou pelo governo federal.

E apesar dos recentes casos serem os primeiros a associar hemorragia com o uso de maconha sintética, estes produtos já são conhecidos por causarem psicose, alucinações e às vezes até mesmo a morte.

Illinois é o epicentro do surto, mas oficiais da saúde de outros estados já começaram a alertar médicos, hospitais e legistas para manter o controle da situação. De acordo com um alerta emitido pelo Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, pelo menos quatro outros estados – Indiana, Maryland, Missouri e Wisconsin – identificaram cinco pacientes que visitaram hospitais com sintomas semelhantes na semana passada.

O Centros de Controle e Prevenção de Doenças também enviou uma equipe para trabalhar em conjunto com o Departamento de Saúde Pública de Illinois, enquanto a polícia segue conduzindo suas próprias investigações independentes.

[IDPH]

Imagem de topo: Kelley McCall/AP