Disponível gratuitamente na loja da Steam, uma nova versão do Google Earth permite que donos de um headset HTC Vive andem pelas ruas das cidades mais icônicas do mundo, mergulhem por meio de cânions e flutuem no espaço.

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O lançamento do Google Earth VR traz diversos tours guiados para facilitar a vida daqueles que não tem grandes habilidades geográficas ou que simplesmente querem aprender algo novo sobre um lugar em que nunca esteve. Lugares como o Rio Amazonas, Grand Canyon e Manhattan estão entre as localizações disponíveis.

Eu tenho bastante familiaridade com games e outras experiências em realidade virtual no HTC Vive, então decidi testar o Google Earth VR. Baixei o software em cerca de um minuto, abri e fui recebido com um curto vídeo de abertura.

A experiência começa com um tour guiado de todas as coisas que você pode fazer com o Google Earth VR. Você verá uma prévia de diferentes cidades, áreas montanhosas, desertos e outras paisagens legais. Quando o vídeo acaba, pouco depois de dois minutos, você vê a Terra do espaço.

Uma pequena anotação no controle mostra como dar zoom, girar a Terra e escolher um lugar para ir. Os controles são bem simples, na verdade. Quando você aperta o trackpad à esquerda, consegue se aproximar ou se afastar. É possível dar zoom até o nível da rua e, a partir daí, começar a andar.

E quando você aperta o trackpad à direita, a Terra inclina, se transformando numa superfície plana para que você ande ao redor. Basicamente é uma transição entre olhar para o globo e olhar para a Terra da mesma maneira que você veria no Google Maps. A sequência de transição pode ser um pouco chocante, e também dificulta a exploração às vezes.

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Levei cerca de dois minutos para aprender a usar os controles. O software projeta a imagem da Terra na sua frente, e que parece ser do tamanho de uma tela de cinema. Então se você acidentalmente der zoom na área errada, pode ser um pouco irritante se situar. Mas, assim como diversas outras experiências em VR, depois que você pega o jeito dos controles, tudo corre muito bem.

Meu primeiro objetivo no Google Earth VR era visitar a minha cidade natal, Chicago, e depois que eu descobri como tudo funcionava, apontei para a área dos Grandes Lagos da América do Norte e fui me aproximando até conseguir ver a Willis Tower. Fui passando por alguns dos meus lugares favoritos, e percebi que podia passear pela cidade sem muito esforço.

Então eu decidi partir para o Parque Nacional dos Arcos em Utah. Não tinha ideia de onde estava no mapa, mas consegui pegar um atalho usando o menu que pode ser ativado no controle. Quando cheguei, o que demorou 20 segundos no total, fiquei admirando a paisagem.

Eu me senti como o Dr. Manhattan em Watchmen quando ele viaja para Marte para ponderar sobre o significado da vida. Também fiquei em um estado reflexivo, e enquanto olhava pro deserto, consegui me desconectar da realidade e esqueci que na verdade estava sentado em um escritório iluminado por lâmpadas fluorescentes.

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Toda a experiência era incrível – até que deixou de ser legal. Depois de passar 20 minutos viajando pelo mundo, indo para as minhas cidades favoritas como Nova York e Tóquio e visitando alguns lugares como a Amazônia, eu fiquei com uma baita dor de cabeça. Meus olhos estavam completamente cansados.

O Google Earth VR é uma experiência fantástica, mas é prejudicada pelo mesmo tipo de problemas de todas as outras experiências em realidade virtual. Resumindo, se você ficar brincando por mundo tempo, seus olhos e sua cabeça vão começar a te odiar. Então se você está procurando uma maneira fácil de escapar da realidade, o Google Earth VR é algo a se considerar – só não fique andando por aí por muito tempo.