A tinta, infelizmente, é muito áspera para ser usada para impedir que aqueles malditos flanelinhas arranhem o seu carro só porque você não tinha trocado pra dar pra eles. Ela contém um monte de minúsculas microcápsulas de dois tipos: um com blocos de construção de polímero e o outro com um catalisador. As cápsulas por si só são feitas de poliuretano para isolar as substâncias químicas e podem ser usadas em todos os tipos de tintas, mas cada microcápsula tem entre 10 e 100 micrômetros de diâmetro, o que deixa a tinta áspera ao toque e não apropriada para locais onde a estética é importante.

Quando a tinta é arrancada/dilacerada arranhada, as microcápsulas se estouram e espalham as suas tripas, que se combinam para formar um material chamado siloxano, que o inventor descreve como sendo semelhante à calafetagem de banheiro. O siloxano preenche a lacuna que o gerou e assim temos tinta auto-reparadora. Os seus usos em potencial são bastante diversos, desde asas de avião (para evitar fraturas) a prédios e pontes. A tinta aparentemente já está pronta para ser comercializada e os inventores só estão finalizando os detalhes financeiros. Eles esperam tê-la no mercado em menos de quatro meses. [Technology Review, crédito da foto: Paul Braun]