O que “alta definição” significa atualmente? Chegamos a um ponto em que palavras como “ultra” e densidades totalmente malucas de pixels começam a perder seus poderes descritivos. A Sharp acabou de piorar esse meu dilema linguístico com uma tela entupida de pixels, justificadamente batizada de Beyond 4K Ultra HD TV.

Eu poderia dizer como essa TV é bonita (e ela é!), mas talvez seja melhor pular direto para as especificações. A Beyond vem com incríveis 66 milhões de subpixels, que a Sharp diz serem 42 milhões de pixels a mais do que uma TV 4K padrão da concorrência, com resolução de 7680×4320. Eles chegaram a esse número usando o que a Sharp chama de divisão de pixels, o que, resumidamente, nos dá um montão de pixels. Isso significa que tais telas podem mostrar mais cores do que antes. A Sharp também dá uma força no problema da falta de conteúdo em 4K com um upscaler próprio capaz de utilizar todos esses pixels, embora não tão bem quanto conteúdo na resolução nativa usa.

Beyond 4K.

Esta TV está um nível acima. 4K? Bah! 4K é tão 2014… É um negócio que só alguém com quantidades ridículas de dinheiro pode comprar, mas a tecnologia é realmente incrível. E, no mínimo, a prova de que o 4K não é a linha de chegada, mas apenas o início da corrida.

De cima para baixo: UH30, UE30 e UB30.

De cima para baixo: UH30, UE30 e UB30.

A Sharp também expandiu sua tradicional (a chamaremos assim agora?) linha 4K com as TVs UB30, UE30 e UH30. O primeiro modelo é o mais barato da Sharp, começando em US$ 750 e com tamanhos de 43, 50, 55 e 60 polegadas, e os dois últimos adotarão a plataforma Android TV e vêm em tamanhos maiores: 60 (apenas a UE30), 70 e 80 polegadas. O tsunami de 4K da Sharp está de acordo com a maré de TVs enormes que as fabricantes levaram à CES. Parece que, enfim, o 4K está começando a ficar mainstream.