O Uber anunciou nesta segunda-feira (1°) que irá vender suas operações na China para a rival Didi Chuxing, colocando um ponto final numa intensa disputa de preços no país. Segundo a Bloomberg, o negócio faz parte de uma fusão: a partir de agora a marca, as operações e os dados do Uber ficarão sob o controle da Didi.

Além disso, o presidente da empresa asiática, Cheng Wei, integrará a diretoria do Uber e o presidente do Uber, Travis Kalanick, terá vaga no conselho da Didi Chuxing.

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O Uber começou a operar na China em 2014 e perdeu US$ 2 bilhões, o que fez com que investidores pressionassem a companhia a fechar um acordo. O negócio prevê ainda que a Didi invista US$ 1 bilhão na divisão global do Uber. Além disso, o Uber China terá a participação de 20% na sociedade. As operações da Didi Chuxing, no entanto, continuarão de forma independente, segundo Cheng Wei.

A startup chinesa tem investimentos de empresas como Alibaba, SoftBank e Tencent. Em junho deste ano levantou mais US$ 7,3 bilhões em uma rodada de investimentos que incluiu a Apple como uma das participantes. Segundo informações divulgadas pela Didi Chuxing, eles contam com 14 milhões de motoristas registrados e atendem cerca de 300 milhões de passageiros.

O negócio ainda depende da aprovação do governo chinês. O fato de as duas maiores empresas de transporte particular estarem se fundindo pode complicar o negócio, já que poderiam enxergar na negociação a criação de um monopólio. No entanto, se as autoridades levarem em consideração serviços como o táxi e transporte público, a participação de mercado das duas companhias não é tão significante.

[Bloomberg]

Foto do topo: AP