Se você, assim como eu, sente cada soco ou chute desferido no UFC como se fosse em sua própria cara, a coisa será mais feia ainda na próxima edição do evento: o UFC 143 terá transmissão em 3D, ao vivo, no Brasil.

Há uma série de requisitos para você poder usufruir do evento em 3D: primeiro, você precisa ser assinante do canal Combate. Depois, é preciso ter ou Net HD ou Net HD Max na televisão, para sintonizar o canal 703. Não obstante, apenas as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Santos, Porto Alegre, Curitiba, Vitória, Belo Horizonte e Campinas terão o sinal disponível. E, claro, você precisa de um televisor 3D, né? Mas como esse lance de luta anda absurdamente popular no Brasil — já vi até bares lotados com cânticos típicos de jogos de futebol durante uma treta nervosa — não duvido de uma audiência alta para os padrões.

E, como já falamos muitas vezes por aqui, esportes podem ser a real finalidade do 3D caseiro. E não só futebol na Copa do Mundo, mas também em esportes de muito contato: na última CES, o Pedro curtiu bastante a transmissão de uma luta de boxe transmitida em 3D, lembra? A descrição do momento é interessante para imaginarmos como será no UFC:

O mais legal foi que no intervalo a maior parte da plateira virava para apreciar os melhores momentos em todas as dimensões nas TVs. E quando a gente viu o replay do superpena Jonathan Alcantra nocautear Esteban Nichol em 19 segundos do primeiro round da segunda luta rolou um UUUUHHH quase tão grande quanto o que o pessoal soltou ao vivo. Porque ali, em 3D e slow motion, vimos como que o cruzado pegou em cheio, vimos o arco, o braço saindo da tela e entrando de novo, afundando a cara do pobre. E instintivamente o povo sentiu a dor. Sabe aquela história de imersão? É isso. Boxe em 3D. Em slow motion.

Agora imagina um chute no estilo de Lyoto Machida ou do Anderson Silva, só que em 3D? Eu conferiria se todos meus dentes estariam intactos, sem dúvida. [Info]