Experimentos estão mostrando que a perda de massa muscular causada por longos períodos de permanência em gravidade zero pode ser prevenida (ou ao menos diminuída) por voltinhas diárias em uma centrífuga como essa. Só de pensar nisso eu já fico enjoado, então astronauta é mais uma carreira que eu estou riscando do caderninho de possibilidades.

Lembra dos "travesseironautas"? Assim como eles, o pessoal da Área Médica da Universidade do Texas está passando semanas de uma vez na cama, mas também estão fazendo uma hora por dia de rodopios numa centrífuga projetada pela NASA. A ideia é que criar um efeito que seja como suportar "uma força duas vezes e meia maior que a gravidade" ajudará os músculos a recuperar a síntese (e assim possivelmente prevenir perda de massa muscular).

Apesar do estudo levar em conta análises e medidas detalhadas de síntese de proteínas e coisas assim, o professor Douglas Paddon-Jones avisa que não é um sistema perfeito:

"A taxa de síntese de proteína muscular, por si só, não necessariamente prevê mudanças no funcionamento dos músculos." Mas, como ele apontou, ainda é um forte indicador de que uma intervenção relativamente breve pode ter um efeito positivo em prevenir a perda de massa muscular em gravidade zero — efeito que também pode ser aplicado na Terra.

Paddon-Jones continua explicando que os passeios nas centrífugas não são a solução definitiva para os problemas musculares no espaço, mas que o estudo ao menos tem potencial em aplicações clínicas para os imobilizados e idosos que sofrem aqui em baixo. [Journal of Applied Physiology via Science Daily]