O Prêmio Ig Nobel celebra as descobertas científicas mais excêntricas e ridículas do ano. Nesta semana, foram anunciados os vencedores da edição de 2016, numa cerimônia que aconteceu na Universidade de Harvard e foi transmitida online.

A celebração anual é cortesia do jornal satírico Annals of Improbable Research e o objetivo é reconhecer aquelas pesquisas que primeiro te fazem rir, e depois te fazem pensar.

Os vencedores que foram até a cerimônia tiveram apenas 60 segundos para fazer um discurso de agradecimento, regra sempre reforçada durante o evento. Neste sábado, muitos deles darão pequenas palestras no MIT — de cinco minutos cada, com um tempo para responder a perguntas. Estes foram os vencedores:

Reprodução: Falecido recentemente, Ahmed Shafik ganhou o prêmio por estudar os efeitos de se vestir calças de diferentes tecidos — poliéster, algodão e lã — na vida sexual de ratos. Posteriormente, ele conduziu estudos semelhantes com homens.

Economia: Mark Avis, Sarah Forbes e Shelagh Ferguson fizeram análises sobre a personalidade de rochas na construção de marcas sob um ponto de vista de marketing e vendas.

Física: Gábor Horváth, Miklós Blahó, György Kriska, Ramón Hegedüs, Balázs Gerics, Róbert Farkas, Susanne Åkesson, Péter Malik e Hansruedi Wildermuth, por descobrir porque cavalos brancos sofrem menos com os ataques de moscas que os animais de outras cores e porque libélulas possuem uma “atração fatal” por lápides de cemitério pretas.

Química: Volkswagen, por resolver o problema da emissão de poluentes dos automóveis ao programar os motores dos carros a produzirem menos poluentes em condições de teste.

Medicina: Christoph Helmchen, Carina Palzer, Thomas Münte, Silke Anders, e Andreas Sprenger por descobrirem que se você tiver uma coceira na parte esquerda do seu corpo, você pode aliviá-la ao olhar pro espelho e coçar a parte direita (e vice-versa).

Biologia: uma parte do prêmio foi para Charles Foster, por ter vivido na natureza como um animal. Segundo seu relato ele já foi um texugo, uma lontra, uma raposa e um pássaro. A outra parte foi para Thomas Thwaites, por criar próteses para suas pernas e braços e então viver entre bodes.

Psicologia: Evelyne Debey, Maarten De Schryver, Gordon Logan, Kristina Suchotzki e Bruno Verschuere por entrevistarem mil pessoas consideradas mentirosas e perguntarem com qual frequência elas mentiam e se acreditavam ou não nas suas próprias respostas.

Paz: Gordon Pennycook, James Allan Cheyne, Nathaniel Barr, Derek Koehler, e Jonathan Fugelsang pelo estudo que revela como detectar declarações e frases falsamente profundas e que apontou que pessoas com QI mais baixo gostam mais deste tipo de citações.

Literatura: Fredrik Sjöberg, por sua autobiografia de três volumes, sobre os prazeres de colecionar moscas mortas e moscas que ainda não estão mortas.

Percepção: Atsuki Higashiyama e Kohei Adachi, por investigar como as coisas parecem diferentes quando uma pessoa se abaixa e as olha por entre as pernas.

[Improbable Research]
Imagem: AP/Charles Krupa.