O vídeo acima, feito pelo centro City of Hope de pesquisa e tratamento de câncer, mostra cada passo para levar o sangue de um doador até o paciente que precisa dele. É uma espiada no sistema circulatório que ajuda hospitais a salvar vidas todos os dias.

O processo é feito nos EUA, mas é basicamente o mesmo no Brasil. Primeiro, a bolsa de sangue entra em uma centrífuga, para realizar o “fracionamento dos hemocomponentes” – ou seja, para dividir o sangue em glóbulos vermelhos, brancos, plaquetas e plasma.



As hemácias recebem uma solução para durarem mais tempo, e são armazenadas em baixas temperaturas. As plaquetas (e glóbulos brancos) ficam em um equipamento especial, que as move constantemente e evita que elas coagulem. O plasma, por sua vez, é congelado.

Mas por que separar os componentes do sangue? Porque assim eles podem durar mais. O plasma dura 12 meses; o concentrado de hemácias resiste por mais de 30 dias; enquanto o concentrado de plaquetas dura entre 72 horas ou 5 dias.

Além disso, às vezes o paciente só precisa de certo componente do sangue. Como explica o Hemosc (Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina):

Ao mesmo tempo, amostras do sangue são testadas para hepatite B e C, HIV, HTLV I e II, doença de Chagas e sífilis. Se houver algo errado, o sangue não será utilizado e o doador pode ser chamado de volta ao hemocentro.

Se estiver tudo OK, o sangue é liberado para os hospitais. Uma bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas. Se você está curioso para saber como funciona o processo no Brasil, assista a esta reportagem de Rodrigo Leitão para o programa Claquete, da Band.

Em um laboratório do hospital, o sangue é um bem precioso. Vê-lo tratado com tanto cuidado e precisão pode fazer você pensar de outra forma sobre ele – e sobre a doação de sangue.

Se você quer ser um doador, basta procurar o hemocentro mais próximo de você: confira esta lista de hemocentros do Brasil; ou visite o endereço www.saude.XX.gov.br, trocando XX pela sigla do seu estado, para saber mais. [YouTube]

Imagem por Filip Fluxa/Shutterstock