Na semana passada, a Tesla distribuiu uma atualização para seus carros elétricos Model S e Model X que ativa o recurso “Autopilot”. Inúmeros vídeos no YouTube mostram como isso funciona bem… desde que o motorista preste um pouco de atenção.

O Autopilot toma o comando do volante e dirige por você; muda de faixa caso você peça; desacelera caso encontre placas de trânsito com limite de velocidade; e até estaciona sozinho.

No entanto, a Tesla avisa que o piloto automático foi feito para rodovias, não para ruas de cidade; e que o motorista deve permanecer no controle a todo momento. Afinal, o carro não foi feito para dirigir sozinho: o Autopilot serve para tornar longas viagens na estrada menos incômodas.

Infelizmente, nem todo mundo prestou atenção nisso. Este cara foi levado tranquilamente pelo Autopilot em uma rodovia, mas saiu dela (ponto 2:45) e manteve o recurso ligado. O carro não virou sozinho para a esquerda, quase causando uma colisão:

Este cara também foi levado tranquilamente pelo Autopilot em uma rodovia de Miami, mas levou uma advertência porque o Model S estava trafegando a 120 km/h – a velocidade máxima permitida era 100 km/h. O carro consegue ler placas de trânsito para saber a velocidade máxima da via, mas o motorista pode fixar o limite manualmente.

E este cara tirou as mãos do volante e o carro quase bateu quando o Autopilot se desativou; ele não estava sendo usado em uma rodovia.

Como nota a CNET, isso pode ser prejudicial para o futuro de veículos semi-autônomos. Quando acontecer um acidente, todo mundo vai prestar atenção e vai questionar se a tecnologia está mesmo pronta para a estrada.

Por isso, é bom lembrar que este sistema se chama piloto automático por um bom motivo: ele deve ser usado em condições ideais – como é feito nos aviões, por exemplo – e um ser humano precisa entrar em ação quando necessário. A Tesla avisa que, em caso de acidente, o motorista é responsável.

Os carros realmente autônomos devem demorar um pouco para virarem realidade: Elon Musk, dono da Tesla, diz que sua empresa terá a tecnologia necessária dentro de três anos.

[CNET]

Foto por raneko/Flickr