Perguntamos à nossa médica de amor favorita, Debby Herbenick: tudo bem deletar as memórias digitais do seu ex?

A vida pública de uma pessoa é uma persona flexível – não a vida em si. Apagar fotos, posts, presentes do Facebook ou contas do Flickr (admitindo que tudo seja seu, não do seu ex que você hackeou) é uma prerrogativa sua. Muitas vezes, é a coisa mais inteligente e compassiva a fazer – para si mesmo e para outros.

Se você quiser preservar as lembranças, grave os recados em capturas de tela, salve as fotos desejadas e guarde tudo em uma pasta com o nome do seu ex. Se você é do tipo obsessivo, coloque a pasta em um disco rígido externo e tire-a dali apenas quando você conseguir ver o seu passado a partir de uma perspectiva saudável e distante-mas-apreciativa (e não bêbado e solitário após uma garrafa de vinho, com o cachorro ao seu lado em uma sexta à noite ao som de “If You Could Read My Mind”).

Para evitar que seu ex entenda de maneira errada a sua limpeza de perfil, avise-o que você aprecia o seu passado juntos, mas precisa seguir em frente.

Essa limpeza também ajuda a abrir espaço para novos relacionamentos. Antes do Facebook, as pessoas não costumavam ver centenas de fotos do relacionamento anterior do seu companheiro, a não ser que ele fosse um maluco que tivesse imagens desse tipo emolduradas e penduradas pela casa. Seus novos parceiros – e você também – merecem a chance de imaginar vocês juntos, tirando as próprias fotos e construindo as próprias lembranças.

Debby Herbenick, PhD, é cientista de pesquisa e diretora-associada do Centro para Promoção da Saúde Sexual da Universidade de Indiana, educadora de saúde sexual do Instituto Kinsey e autora de “Because It Feels Good: A Woman’s Guide to Sexual Pleasure and Satisfaction”. Seu blog é o My Sex Professor.