Partidos piratas existem há anos em 60 países, e já ocupam cargos políticos na Alemanha e no parlamento da União Europeia. No Brasil, o Partido Pirata Brasileiro (PPBr) ainda se articula para se registrar formalmente ainda este ano, e assim disputar as eleições municipais já no ano que vem. E eles precisam de muito para se tornarem um partido oficial.

A Constituição exige que 101 eleitores, de pelo menos nove Estados diferentes, assinem a ata de fundação. O partido ainda precisa publicar o estatuto no Diário Oficial, o que custa R$ 30,37 por centímetro de texto, mais R$123 para registrá-lo em cartório. (Um centímetro de texto custa R$30? Melhor fazer um estatuto em forma de tweet, então…)

Criado o partido, é preciso então o registro definitivo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Para isso, é necessário criar diretórios em pelo menos nove Estados. Em cada um deles, é preciso reunir assinaturas de pelo menos 0,1% do eleitorado. O número total de assinaturas deve corresponder a pelo menos 0,5% do eleitorado nacional – ou cerca de 500.000 pessoas.

São exigências grandes para o PPBr: eles têm apenas 84 membros por todo o Brasil, nenhuma sede física e só R$72 em caixa. Mesmo assim, eles querem disputar as eleições municipais de 2012: começando por baixo – em vez de esperar até 2014 e concorrer a deputado, por exemplo – o grupo pretende registrar o partido em cartório até julho, e encaminhar o registro ao TSE no final de agosto. (Você pode ajudar o PPBr comprando as camisetas do partido, ou entrando em contato via chat IRC ou fórum.)

Se tudo der certo, você terá mais uma sigla para votar já no ano que vem. Os princípios do Partido Pirata estão no blog Link, do Estadão; e para conhecer as propostas e resolver dúvidas sobre o que é um partido pirata, o PPBr explica tudo em seu site. Depois de conhecê-lo melhor visitando estes links, você votaria no partido? [Partido Pirata via Link]