Warner Music castra o Keyboard Cat

Você conhece o Keyboard Cat: o famoso gato que toca teclado depois de momentos vergonhosos capturados em vídeo. Ele virou febre no Youtube, divertindo milhões de visitantes. Mas a Warner Music não achou graça.

Você conhece o Keyboard Cat: o famoso gato que toca teclado depois de momentos vergonhosos capturados em vídeo. Ele virou febre no Youtube, divertindo milhões de visitantes. Mas a Warner Music não achou graça.

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Este é o vídeo original do Keyboard Cat: um gato com blusa azul "tocando" teclado (dá pra ver as mãos do dono controlando as patas dele). Não tinha nada para ficar famoso. Até começarem a colocar o gato/músico depois de momentos desastrados/vergonhosos dos outros.

Então ficou popular a frase "Play him off, Keyboard Cat!". Um cara desmaiando na TV, outro distraído andando de bicicleta e batendo numa placa, o Mario em "game over" — aí chega o Keyboard Cat para deixar tudo alegre de novo.

No Brasil o "meme" pegou também: uma entrevista infeliz da Pitty com o Faith no More, o Caetano Veloso caindo do palco — até o fracasso do #forasarney levou zoeira do Keyboard Cat.

Mas o Warner Music Group não gostou. É que, em um dos vídeos do Keyboard Cat, fizeram uma mistura bizarra de um filme de 1982 com o gato e com um clipe de 1981 da banda Hall & Oates. Aí a WMG ficou brava: ela detém os direitos da música e exigiu ao Youtube que retirasse a música do vídeo. O Youtube, então, deixou o vídeo mudo.

Por que essa postura está completamente errada? Porque prejudica quem vê o vídeo: duvido que alguém dos mais de 300 mil visitantes do vídeo ouviriam a música se o vídeo não tivesse sido feito. Porque prejudica a banda: Hall & Oates ainda estão na ativa, e este vídeo poderia trazê-los de volta à tona, como aconteceu com o Rick Astley do RickRoll. E porque mostra como a WMG não entende a internet: não adianta censurar conteúdo público na rede, porque existe o "efeito Cicarelli". De fato, o vídeo com o som original já está em outros lugares na internet.

Claro, a WMG tem todo o direito de fazer isso. Direito, e não obrigação. A empresa deveria exercer o direito baseada no bom-senso. No momento, parece que os advogados da Warner Music estavam desocupados e resolveram arrumar criaca onde não deviam. Play THEM off, Keyboard Cat! [Wired]

 

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